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Com estranheza, evangélicos de Itaquera tentam aceitar obra em arena
Erguida em Itaquera, Arena Corinthians ganha simpatizantes no bairro da Zona Leste.
A região de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, abriga incontáveis igrejas evangélicas. A partir de 2014, será também uma grande referência para os católicos. O Corinthians pretende colocar uma estátua de aço inoxidável de São Jorge de aproximadamente 30 metros de altura (do tamanho do Cristo Redentor, se descontado o pedestal do monumento carioca) e 200 toneladas em frente ao estádio que sediará a partida de abertura da Copa do Mundo de 2014.
Antevendo a rejeição da comunidade evangélica, que condena a adoração de imagens, o escultor encarregado do projeto já encontrou um subterfúgio para a aceitação de sua obra. Gilmar Pinna preferiu nomear a estátua de "Cavaleiro Fiel" e não admite mais comparações com São Jorge. Apesar de todos os elementos da caracterização habitual do padroeiro do Corinthians - um guerreiro, sua lança e o dragão - serem contemplados no monumento. "Pode até lembrar São Jorge, mas bem de longe. É o Cavaleiro Fiel", garantiu o artista plástico.
O Cavaleiro Fiel de Gilmar Pinna ainda precisará enfrentar certo desconforto, e não apenas o dragão. A possibilidade de o futuro estádio corintiano se transformar em um centro de peregrinação religiosa causa estranheza em alguns dos cerca de 300 membros da Igreja Batista Central em Itaquera, por exemplo. O pastor Marcelo Rodrigues de Oliveira coçou o queixo, encheu os pulmões de ar e soprou vagarosamente quando foi informado da novidade. Cinco segundos depois, sorriu com o canto da boca, desconcertado: "É...".
O pastor Marcelo tem propriedade para falar sobre os assuntos relacionados à nova arena do Corinthians. Ao menos na condição de corintiano que reside em Itaquera. Antes de começar a exercer ministério pastoral na Igreja Batista, em 1994, ele gostava de seguir seu clube de coração em meio a torcedores organizados. "Acompanho o Corinthians desde que me conheço por gente. Fiz parte dos Gaviões da Fiel, assisti à decisão do Campeonato Brasileiro de 1990, quando fomos campeões em cima do São Paulo, e a inúmeros outros jogos com finais felizes e tristes. Todo mundo é corintiano na minha família. Até o cachorro", brincou.
O fato de o Corinthians construir um estádio em Itaquera, portanto, havia empolgado o pastor Marcelo Rodrigues de Oliveira em um primeiro momento. Ele só não sabia que passará a avistar uma enorme imagem "parecida" com São Jorge sempre ao abrir uma janela ou caminhar pelas ruas da Zona Leste. "Vai ser estranho", admitiu, tentando superar esse sentimento. "No Parque São Jorge, já existe uma estátua de São Jorge. Mas é pequena, diferentemente desta. Às vezes, não fazem isso como culto, mas como um aspecto cultural. Por ser Parque São Jorge e coisa e tal, aí o pessoal...", disse.. Fica meio contraditório, não? É uma orientação de um livro da Bíblia, de nome Corinthians... Tanto é que na King James, a tradução bíblica inglesa, o livro é grafado como Corinthians, e não como Coríntios", acrescentou, antes de se levantar para comprovar o discurso.
Triunfante, o pastor Marcelo abriu a sua versão King James da Bíblia na página 933, onde se lê em destaque: "The second espistle of Paul the apostle to the Corinthians". Em português: "A segunda epístola do apóstolo Paulo aos Coríntios". "Olhe aqui", ele mostrou, com o dedo indicador sublinhando a palavra "Corinthians". "Quando falo para os membros na nossa igreja que o Corinthians está na Bíblia, tenho que provar. Corinthians vem da cidade de Corinto, na Grécia, para onde o apóstolo Paulo endereçou duas cartas à igreja local. Os habitantes de lá se chamavam coríntios. Por isso, existiu aquele time inglês , que veio excursionar no Brasil em 1910 e inspirou a criação do nosso Corinthians. Era como se fosse o Barcelona da época", complementou.
A explanação despertou a atenção de Eliel Leão de Oliveira, auxiliar administrativo da Igreja Batista Central em Itaquera. "Está vendo, Eliel? O Corinthians é bíblico! Está na Bíblia!", disse Marcelo. Simpático, o palmeirense de 34 anos riu para a provocação do pastor corintiano - mas não muito para a estátua do Cavaleiro Fiel do estádio do Mundial de 2014. "Teologicamente, vemos uma obra dessas como uma idolatria. E, seguindo a Bíblia, abominamos a idolatria. Devemos adorar só Deus. Mas não tem problema. O Deus que a gente segue é bem maior do que essa estátua", opinou.
Perto dali, os frequentadores do Campo Eclesiástico de Artur Alvim da Igreja Evangélica Avivamento Bíblico estavam em comunhão com a estranheza batista em relação ao Cavaleiro Fiel do escultor Gilmar Pinna. O que não impediu o presbítero Sulivan da Silva, apresentando-se como responsável pelo departamento de comunicação e marketing, de ser mais um a procurar aceitar a criação do monumento da arena corintiana. "A Igreja é uma instituição de Cristo com a finalidade de anunciar a todas as pessoas indistintamente a mensagem do evangelho, incluindo tudo aquilo que agrada e desagrada a Deus. Contudo, entendemos que as associações, clubes, instituições e tantas outras entidades não-governamentais e governamentais são responsáveis por suas escolhas", avisou.
"Se o Sport Club Corinthians Paulista quer construir uma estátua de 30 metros de seu 'padroeiro' São Jorge no estádio de Itaquera, essa decisão compete à diretoria e a seus associados. Vivemos em um País com liberdade religiosa e prezamos por esse direito, ainda que discordemos de certas práticas e venerações que não têm a aprovação de Deus. Nosso pastor José da Silva Netto, presidente do Campo Eclesiástico de Artur Alvim, também considera que essa seja uma responsabilidade do clube e de sua direção, enquanto a Igreja tem por prerrogativa pregar o amor de Cristo e conduzir as pessoas à salvação", completou o presbítero Sulivan.
O pastor Marcelo, por sua vez, concordou que é impossível conter "certas práticas e venerações", conforme definiu o representante da Igreja Avivamento Bíblico. "São coisas que fogem um pouco da nossa alçada, que não temos como prever", reconheceu o batista. Para o presbítero Sulivan, há uma maneira de se fazer ouvir mesmo diante de um São Jorge gigante: "Cremos que os jogadores que professam a fé cristã têm consciência de tudo o que desagrada ao senhor Deus e devam fazer a diferença, a exemplo de Daniel, quando escravo na Babilônia".
O Cavaleiro Fiel idealizado pelo escultor Gilmar Pinna não será a primeira ação abraçada pelo departamento de marketing do Corinthians que faz referência a São Jorge. No ano passado, o clube lançou um uniforme grená (a cor homenageia o Torino, da Itália) com a imagem do santo padroeiro estampada no peito. A novidade foi bastante criticada pelos torcedores evangélicos.
A estreia da camisa com o desenho de São Jorge ocorreu na vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba, em Araraquara, na segunda rodada do último Campeonato Brasileiro. Na ocasião, torcedores organizados invadiram o campo para protestar - não contra o santo, mas porque o grená fugiu à tradição to time alvinegro.
Apesar da polêmica, aquele terceiro uniforme do Corinthians bateu recorde de vendas de modelos anteriores - 400 camisas foram comercializadas na loja do clube no Parque São Jorge em apenas dois dias. Também foi eleito pelo site britânico Subside Sports como o mais belo do mundo em 2011.
Ex-jogador de futebol das categorias de base do Suzano e aprovado em teste no rival Palmeiras quando "estava meio contrariado" na juventude, Marcelo se empolgou ao também mencionar os chamados Atletas de Cristo. Entre os corintianos, um dos evangélicos é o goleiro Julio Cesar, afastado do time titular do técnico Tite após falhar contra a Ponte Preta, nas quartas de final do Campeonato Paulista. "Houve um grande crescimento de atletas cristãos. Você citou o Julio Cesar, mas ainda podemos lembrar alguns mais conhecidos, como o Kaká. Um ano antes da Copa do Mundo da África do Sul, tive a oportunidade de viajar ao lado do Jorginho, que é evangélico e foi auxiliar do Dunga. Ele me falou sobre o pastor que dava assistência aos jogadores da Seleção Brasileira, a pedido do Lúcio, procurando prestar o auxílio espiritual sempre de forma discreta", contou.
Para o pastor Marcelo, é importante que o cristianismo contagie também quem fica nas arquibancadas dos estádios. "O grande empecilho para eu voltar a frequentar partidas é a violência. Já vi um torcedor atirar uma pilha, daquela maior que existe, no carro do adversário. Aconteceu na minha frente. Infelizmente, alguns se tornam fanáticos a ponto de achar que tudo na vida gira em torno do futebol. Em grupo, eles adquirem a coragem de maltratar o próximo. A Igreja pode, sim, ser a resposta para acabarmos com essa guerra que acontece entre torcidas", pregou, lembrando de outra razão para estar longe dos jogos do Corinthians atualmente. "Como evangélicos, reservamos os domingos para cultuar Deus. Quando o Timão jogava a Série B, com partidas aos sábados, eu até conseguia ir. Ficou mais complicado agora."
A proximidade da Igreja Batista Central em Itaquera do futuro estádio do Corinthians, no entanto, pode fazer com que o pastor Marcelo reveja a sua posição e volte a incentivar o time de coração de perto - ainda que precise passar pelo Cavaleiro Fiel na entrada da arena. Ele chegou a apontar a torcida evangélica "Fogospel", fundada pelo pastor Hercules Martins para incentivar o Botafogo, como um exemplo a ser seguido. "Os membros da Fogospel levam suas faixas, distribuem folhetos, cantam os hinos da igreja e não xingam a mãe do juiz. Não é legal? É um comportamento diferente, que já começou a gerar grande repercussão. Fico pensando... Quem sabe não podemos fazer uma torcida gospel do Corinthians?", comentou.
Um dos fiéis não gostou da ideia: Eliel Leão de Oliveira. "Por incrível que pareça, há palmeirenses aqui. Não é, Eliel? Já não disse que o Corinthians está na Bíblia?", sorriu Marcelo, satisfeito com a rivalidade saudável que há em sua igreja. "A nossa diferença para a maioria dos torcedores é que não maltratamos o próximo por gostar de outro time. Reunimos pessoas de diferentes opções aqui, todas convivendo harmoniosamente", orgulhou-se.
O próprio palmeirense Eliel colabora com o raciocínio do pastor Marcelo, elogiando a iniciativa de o Corinthians construir o seu estádio em uma região menos favorecida financeiramente de São Paulo. "É interessante porque o estádio vai trazer vários benefícios para quem vive aqui. A oferta de empregos aumentará. Até a cultura local mudará um pouco. A nação corintiana, que sempre teve uma presença bem forte na Zona Leste, ficará ainda maior", enalteceu, mas sem perder as suas ressalvas com a ligação corintiana com São Jorge. "Eles não têm que misturar religião com futebol.
Quando se trata de esporte e saúde, apoiamos. Se partem para esse outro lado, já começamos a ficar meio assim. "Embora cite as mesmas vantagens observadas por Eliel, o pastor Marcelo também tem suas críticas à construção do estádio em Itaquera - além daquelas que poderiam ser direcionadas à estátua do cavaleiro. "Tenho percebido que a região já vem sendo bastante valorizada no aspecto imobiliário, em tudo. Por outro lado, os dias estão passando, o estádio começou a subir, e as obras de infraestrutura não acompanharam esse ritmo. Outro dia mesmo, o trânsito estava completamente parado no bairro. Tudo bem que choveu, mas imagine quando o estádio estiver pronto. Não temos tantas perspectivas nessas questões. É preocupante. Não há nem hotéis em Itaquera. E a Copa vem aí", alertou.
No próximo Mundial, Marcelo terá seus receios para torcer pela Seleção Brasileira - seja em Itaquera, no Maracanã ou em qualquer outra sede. "Às vezes, acham que todos os problemas do Brasil são resolvidos através de um título de Copa. Não temos nem incentivos para outros esportes. Os montantes que os jogadores de futebol ganham também são uma injustiça em um País como o nosso. Além disso, enchem muito a bola deles e esquecem completamente depois, o que pode ocasionar depressão. Temos uma série de problemas", lamentou, ponderando que só gosta das vitórias brasileiras nos campos porque "abrem as portas para os missionários". "Já levei um grupo de 104 pessoas para a China e, mesmo em um País fechado como este, fomos bem recebidos. Por quê? Estávamos com camisas da Seleção. Depois, fomos em 209 evangélicos para a África do Sul e ocorreu a mesma coisa. Asiáticos e africanos nos adoram."
Enquanto os estrangeiros não fazem o caminho inverso e desembarcam no Brasil para a Copa do Mundo, o missionário Marcelo continua a se dedicar, na medida do possível, ao Corinthians. Nas quartas-feiras, o pastor tem o hábito de visitar o pai (que converteu de religiões afro-brasileiras para a evangélica) em Atibaia, comprar uma pizza e acompanhar em família os jogos da Copa Libertadores da América. Torce de modo comedido nessas ocasiões. No máximo, quando está irritado, grita: "Misericórdia, juiz!".
Orar para que o troféu do torneio continental finalmente vá para a galeria do Parque "São Jorge", então, o pastor Marcelo Rodrigues de Oliveira nem sequer cogita. "Hoje, a minha relação com o Corinthians não é de adoração como antes. A minha adoração é Jesus Cristo. Uma vez, vi um corintiano com uma camisa novinha do clube, e ele me disse que o manto da sua religião deveria ser o melhor de todos. Para ele, o time era religião. Mas sempre há alguém orando para outra equipe do lado adversário", analisou o ex-simpatizante da organizada Gaviões da Fiel. "Pelo Corinthians, eu não oro!", concluiu, taxativo.
Para entender melhor esta matéria veja AQUI.
Notícias Cristãs com informações do Terra
A região de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, abriga incontáveis igrejas evangélicas. A partir de 2014, será também uma grande referência para os católicos. O Corinthians pretende colocar uma estátua de aço inoxidável de São Jorge de aproximadamente 30 metros de altura (do tamanho do Cristo Redentor, se descontado o pedestal do monumento carioca) e 200 toneladas em frente ao estádio que sediará a partida de abertura da Copa do Mundo de 2014.
Antevendo a rejeição da comunidade evangélica, que condena a adoração de imagens, o escultor encarregado do projeto já encontrou um subterfúgio para a aceitação de sua obra. Gilmar Pinna preferiu nomear a estátua de "Cavaleiro Fiel" e não admite mais comparações com São Jorge. Apesar de todos os elementos da caracterização habitual do padroeiro do Corinthians - um guerreiro, sua lança e o dragão - serem contemplados no monumento. "Pode até lembrar São Jorge, mas bem de longe. É o Cavaleiro Fiel", garantiu o artista plástico.
O Cavaleiro Fiel de Gilmar Pinna ainda precisará enfrentar certo desconforto, e não apenas o dragão. A possibilidade de o futuro estádio corintiano se transformar em um centro de peregrinação religiosa causa estranheza em alguns dos cerca de 300 membros da Igreja Batista Central em Itaquera, por exemplo. O pastor Marcelo Rodrigues de Oliveira coçou o queixo, encheu os pulmões de ar e soprou vagarosamente quando foi informado da novidade. Cinco segundos depois, sorriu com o canto da boca, desconcertado: "É...".
O pastor Marcelo tem propriedade para falar sobre os assuntos relacionados à nova arena do Corinthians. Ao menos na condição de corintiano que reside em Itaquera. Antes de começar a exercer ministério pastoral na Igreja Batista, em 1994, ele gostava de seguir seu clube de coração em meio a torcedores organizados. "Acompanho o Corinthians desde que me conheço por gente. Fiz parte dos Gaviões da Fiel, assisti à decisão do Campeonato Brasileiro de 1990, quando fomos campeões em cima do São Paulo, e a inúmeros outros jogos com finais felizes e tristes. Todo mundo é corintiano na minha família. Até o cachorro", brincou.
O fato de o Corinthians construir um estádio em Itaquera, portanto, havia empolgado o pastor Marcelo Rodrigues de Oliveira em um primeiro momento. Ele só não sabia que passará a avistar uma enorme imagem "parecida" com São Jorge sempre ao abrir uma janela ou caminhar pelas ruas da Zona Leste. "Vai ser estranho", admitiu, tentando superar esse sentimento. "No Parque São Jorge, já existe uma estátua de São Jorge. Mas é pequena, diferentemente desta. Às vezes, não fazem isso como culto, mas como um aspecto cultural. Por ser Parque São Jorge e coisa e tal, aí o pessoal...", disse.. Fica meio contraditório, não? É uma orientação de um livro da Bíblia, de nome Corinthians... Tanto é que na King James, a tradução bíblica inglesa, o livro é grafado como Corinthians, e não como Coríntios", acrescentou, antes de se levantar para comprovar o discurso.
Triunfante, o pastor Marcelo abriu a sua versão King James da Bíblia na página 933, onde se lê em destaque: "The second espistle of Paul the apostle to the Corinthians". Em português: "A segunda epístola do apóstolo Paulo aos Coríntios". "Olhe aqui", ele mostrou, com o dedo indicador sublinhando a palavra "Corinthians". "Quando falo para os membros na nossa igreja que o Corinthians está na Bíblia, tenho que provar. Corinthians vem da cidade de Corinto, na Grécia, para onde o apóstolo Paulo endereçou duas cartas à igreja local. Os habitantes de lá se chamavam coríntios. Por isso, existiu aquele time inglês , que veio excursionar no Brasil em 1910 e inspirou a criação do nosso Corinthians. Era como se fosse o Barcelona da época", complementou.
A explanação despertou a atenção de Eliel Leão de Oliveira, auxiliar administrativo da Igreja Batista Central em Itaquera. "Está vendo, Eliel? O Corinthians é bíblico! Está na Bíblia!", disse Marcelo. Simpático, o palmeirense de 34 anos riu para a provocação do pastor corintiano - mas não muito para a estátua do Cavaleiro Fiel do estádio do Mundial de 2014. "Teologicamente, vemos uma obra dessas como uma idolatria. E, seguindo a Bíblia, abominamos a idolatria. Devemos adorar só Deus. Mas não tem problema. O Deus que a gente segue é bem maior do que essa estátua", opinou.
Perto dali, os frequentadores do Campo Eclesiástico de Artur Alvim da Igreja Evangélica Avivamento Bíblico estavam em comunhão com a estranheza batista em relação ao Cavaleiro Fiel do escultor Gilmar Pinna. O que não impediu o presbítero Sulivan da Silva, apresentando-se como responsável pelo departamento de comunicação e marketing, de ser mais um a procurar aceitar a criação do monumento da arena corintiana. "A Igreja é uma instituição de Cristo com a finalidade de anunciar a todas as pessoas indistintamente a mensagem do evangelho, incluindo tudo aquilo que agrada e desagrada a Deus. Contudo, entendemos que as associações, clubes, instituições e tantas outras entidades não-governamentais e governamentais são responsáveis por suas escolhas", avisou.
"Se o Sport Club Corinthians Paulista quer construir uma estátua de 30 metros de seu 'padroeiro' São Jorge no estádio de Itaquera, essa decisão compete à diretoria e a seus associados. Vivemos em um País com liberdade religiosa e prezamos por esse direito, ainda que discordemos de certas práticas e venerações que não têm a aprovação de Deus. Nosso pastor José da Silva Netto, presidente do Campo Eclesiástico de Artur Alvim, também considera que essa seja uma responsabilidade do clube e de sua direção, enquanto a Igreja tem por prerrogativa pregar o amor de Cristo e conduzir as pessoas à salvação", completou o presbítero Sulivan.
O pastor Marcelo, por sua vez, concordou que é impossível conter "certas práticas e venerações", conforme definiu o representante da Igreja Avivamento Bíblico. "São coisas que fogem um pouco da nossa alçada, que não temos como prever", reconheceu o batista. Para o presbítero Sulivan, há uma maneira de se fazer ouvir mesmo diante de um São Jorge gigante: "Cremos que os jogadores que professam a fé cristã têm consciência de tudo o que desagrada ao senhor Deus e devam fazer a diferença, a exemplo de Daniel, quando escravo na Babilônia".
O Cavaleiro Fiel idealizado pelo escultor Gilmar Pinna não será a primeira ação abraçada pelo departamento de marketing do Corinthians que faz referência a São Jorge. No ano passado, o clube lançou um uniforme grená (a cor homenageia o Torino, da Itália) com a imagem do santo padroeiro estampada no peito. A novidade foi bastante criticada pelos torcedores evangélicos.
A estreia da camisa com o desenho de São Jorge ocorreu na vitória por 2 a 1 sobre o Coritiba, em Araraquara, na segunda rodada do último Campeonato Brasileiro. Na ocasião, torcedores organizados invadiram o campo para protestar - não contra o santo, mas porque o grená fugiu à tradição to time alvinegro.
Apesar da polêmica, aquele terceiro uniforme do Corinthians bateu recorde de vendas de modelos anteriores - 400 camisas foram comercializadas na loja do clube no Parque São Jorge em apenas dois dias. Também foi eleito pelo site britânico Subside Sports como o mais belo do mundo em 2011.
Ex-jogador de futebol das categorias de base do Suzano e aprovado em teste no rival Palmeiras quando "estava meio contrariado" na juventude, Marcelo se empolgou ao também mencionar os chamados Atletas de Cristo. Entre os corintianos, um dos evangélicos é o goleiro Julio Cesar, afastado do time titular do técnico Tite após falhar contra a Ponte Preta, nas quartas de final do Campeonato Paulista. "Houve um grande crescimento de atletas cristãos. Você citou o Julio Cesar, mas ainda podemos lembrar alguns mais conhecidos, como o Kaká. Um ano antes da Copa do Mundo da África do Sul, tive a oportunidade de viajar ao lado do Jorginho, que é evangélico e foi auxiliar do Dunga. Ele me falou sobre o pastor que dava assistência aos jogadores da Seleção Brasileira, a pedido do Lúcio, procurando prestar o auxílio espiritual sempre de forma discreta", contou.
Para o pastor Marcelo, é importante que o cristianismo contagie também quem fica nas arquibancadas dos estádios. "O grande empecilho para eu voltar a frequentar partidas é a violência. Já vi um torcedor atirar uma pilha, daquela maior que existe, no carro do adversário. Aconteceu na minha frente. Infelizmente, alguns se tornam fanáticos a ponto de achar que tudo na vida gira em torno do futebol. Em grupo, eles adquirem a coragem de maltratar o próximo. A Igreja pode, sim, ser a resposta para acabarmos com essa guerra que acontece entre torcidas", pregou, lembrando de outra razão para estar longe dos jogos do Corinthians atualmente. "Como evangélicos, reservamos os domingos para cultuar Deus. Quando o Timão jogava a Série B, com partidas aos sábados, eu até conseguia ir. Ficou mais complicado agora."
A proximidade da Igreja Batista Central em Itaquera do futuro estádio do Corinthians, no entanto, pode fazer com que o pastor Marcelo reveja a sua posição e volte a incentivar o time de coração de perto - ainda que precise passar pelo Cavaleiro Fiel na entrada da arena. Ele chegou a apontar a torcida evangélica "Fogospel", fundada pelo pastor Hercules Martins para incentivar o Botafogo, como um exemplo a ser seguido. "Os membros da Fogospel levam suas faixas, distribuem folhetos, cantam os hinos da igreja e não xingam a mãe do juiz. Não é legal? É um comportamento diferente, que já começou a gerar grande repercussão. Fico pensando... Quem sabe não podemos fazer uma torcida gospel do Corinthians?", comentou.
Um dos fiéis não gostou da ideia: Eliel Leão de Oliveira. "Por incrível que pareça, há palmeirenses aqui. Não é, Eliel? Já não disse que o Corinthians está na Bíblia?", sorriu Marcelo, satisfeito com a rivalidade saudável que há em sua igreja. "A nossa diferença para a maioria dos torcedores é que não maltratamos o próximo por gostar de outro time. Reunimos pessoas de diferentes opções aqui, todas convivendo harmoniosamente", orgulhou-se.
O próprio palmeirense Eliel colabora com o raciocínio do pastor Marcelo, elogiando a iniciativa de o Corinthians construir o seu estádio em uma região menos favorecida financeiramente de São Paulo. "É interessante porque o estádio vai trazer vários benefícios para quem vive aqui. A oferta de empregos aumentará. Até a cultura local mudará um pouco. A nação corintiana, que sempre teve uma presença bem forte na Zona Leste, ficará ainda maior", enalteceu, mas sem perder as suas ressalvas com a ligação corintiana com São Jorge. "Eles não têm que misturar religião com futebol.
Quando se trata de esporte e saúde, apoiamos. Se partem para esse outro lado, já começamos a ficar meio assim. "Embora cite as mesmas vantagens observadas por Eliel, o pastor Marcelo também tem suas críticas à construção do estádio em Itaquera - além daquelas que poderiam ser direcionadas à estátua do cavaleiro. "Tenho percebido que a região já vem sendo bastante valorizada no aspecto imobiliário, em tudo. Por outro lado, os dias estão passando, o estádio começou a subir, e as obras de infraestrutura não acompanharam esse ritmo. Outro dia mesmo, o trânsito estava completamente parado no bairro. Tudo bem que choveu, mas imagine quando o estádio estiver pronto. Não temos tantas perspectivas nessas questões. É preocupante. Não há nem hotéis em Itaquera. E a Copa vem aí", alertou.
No próximo Mundial, Marcelo terá seus receios para torcer pela Seleção Brasileira - seja em Itaquera, no Maracanã ou em qualquer outra sede. "Às vezes, acham que todos os problemas do Brasil são resolvidos através de um título de Copa. Não temos nem incentivos para outros esportes. Os montantes que os jogadores de futebol ganham também são uma injustiça em um País como o nosso. Além disso, enchem muito a bola deles e esquecem completamente depois, o que pode ocasionar depressão. Temos uma série de problemas", lamentou, ponderando que só gosta das vitórias brasileiras nos campos porque "abrem as portas para os missionários". "Já levei um grupo de 104 pessoas para a China e, mesmo em um País fechado como este, fomos bem recebidos. Por quê? Estávamos com camisas da Seleção. Depois, fomos em 209 evangélicos para a África do Sul e ocorreu a mesma coisa. Asiáticos e africanos nos adoram."
Enquanto os estrangeiros não fazem o caminho inverso e desembarcam no Brasil para a Copa do Mundo, o missionário Marcelo continua a se dedicar, na medida do possível, ao Corinthians. Nas quartas-feiras, o pastor tem o hábito de visitar o pai (que converteu de religiões afro-brasileiras para a evangélica) em Atibaia, comprar uma pizza e acompanhar em família os jogos da Copa Libertadores da América. Torce de modo comedido nessas ocasiões. No máximo, quando está irritado, grita: "Misericórdia, juiz!".
Orar para que o troféu do torneio continental finalmente vá para a galeria do Parque "São Jorge", então, o pastor Marcelo Rodrigues de Oliveira nem sequer cogita. "Hoje, a minha relação com o Corinthians não é de adoração como antes. A minha adoração é Jesus Cristo. Uma vez, vi um corintiano com uma camisa novinha do clube, e ele me disse que o manto da sua religião deveria ser o melhor de todos. Para ele, o time era religião. Mas sempre há alguém orando para outra equipe do lado adversário", analisou o ex-simpatizante da organizada Gaviões da Fiel. "Pelo Corinthians, eu não oro!", concluiu, taxativo.
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Notícias Cristãs com informações do Terra
Pastor acusado de pedofilia teria feito três vítimas em Águas Lindas (GO); assista
Uma das crianças pode ter sofrido abuso desde os 2 anos. Mais sete casos são investigados.
O pastor José Roberto Gois, 36 anos, preso nesta quinta-feira (17), é acusado de abusar sexualmente de três crianças em Águas Lindas (GO), cidade da região do Entorno do Distrito Federal.
A primeira denúncia contra o pastor foi feita no mês de abril, na DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), pela mãe de uma das vítimas, um menino de 4 anos. Uma menina de 8 anos e outra de 14 também teriam sido abusadas.
Os pais das garotas suspeitam de que os crimes vinham ocorrendo desde 2006. À época, a menina que tem hoje 8 anos de idade, tinha apenas 2 anos.
Para a polícia, Gois pode ter abusado de mais outras sete supostas vítimas.
O pastor não assume os casos. Ele será transferido para o presídio de Águas Lindas e responde por estupro de vulnerável. A pena para o crime cometido é de 8 a 15 anos de reclusão, por vítima.
Assista:
Notícias Cristãs com informações do R7
O pastor José Roberto Gois, 36 anos, preso nesta quinta-feira (17), é acusado de abusar sexualmente de três crianças em Águas Lindas (GO), cidade da região do Entorno do Distrito Federal.
A primeira denúncia contra o pastor foi feita no mês de abril, na DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), pela mãe de uma das vítimas, um menino de 4 anos. Uma menina de 8 anos e outra de 14 também teriam sido abusadas.
Os pais das garotas suspeitam de que os crimes vinham ocorrendo desde 2006. À época, a menina que tem hoje 8 anos de idade, tinha apenas 2 anos.
Para a polícia, Gois pode ter abusado de mais outras sete supostas vítimas.
O pastor não assume os casos. Ele será transferido para o presídio de Águas Lindas e responde por estupro de vulnerável. A pena para o crime cometido é de 8 a 15 anos de reclusão, por vítima.
Assista:
Notícias Cristãs com informações do R7
Homem é preso ao tentar vender corpos de bebês para rituais de bruxaria
Um cidadão taiuanês foi detido nesta sexta-feira (18), na Tailândia, com o corpo de seis corpos de bebês que pretendia vender pela internet para uso em rituais de bruxaria.
O macabro caso chegou ao conhecimento público pela imprensa tailandesa, segundo o diário "Bangcoc Post". A Polícia tailandesa descobriu ao abrir uma mala de viagem que o taiuanês Chou Hong Hun, de 28 anos, tinha consigo no quarto de um hotel no bairro chinês de Bangcoc.
Um porta-voz policial explicou que o detido confessou ter adquirido os corpos por 200 mil baht (US$ 6.600) por encomenda de outro taiuanês para vendê-los pela internet em seu país de origem.
A Polícia tailandesa não deu detalhes sobre a procedência dos seis corpos, embora em novembro de 2010 os inspetores de Saúde tenham descoberto em um edifício de Bangcoc cerca de dois mil fetos e corpos de recém-nascidos que procediam de clínicas ilegais de aborto.
Notícias Cristãs com informações das Agências Internacionais
O macabro caso chegou ao conhecimento público pela imprensa tailandesa, segundo o diário "Bangcoc Post". A Polícia tailandesa descobriu ao abrir uma mala de viagem que o taiuanês Chou Hong Hun, de 28 anos, tinha consigo no quarto de um hotel no bairro chinês de Bangcoc.
Um porta-voz policial explicou que o detido confessou ter adquirido os corpos por 200 mil baht (US$ 6.600) por encomenda de outro taiuanês para vendê-los pela internet em seu país de origem.
A Polícia tailandesa não deu detalhes sobre a procedência dos seis corpos, embora em novembro de 2010 os inspetores de Saúde tenham descoberto em um edifício de Bangcoc cerca de dois mil fetos e corpos de recém-nascidos que procediam de clínicas ilegais de aborto.
Notícias Cristãs com informações das Agências Internacionais
Tati Quebra Barraco: “Não vou na igreja, não virei crente, só faço culto”

Entre copos e copos de Amarula (ela bebe mais de duas garrafas em cada show), palavrões, gírias, “capelas” cantadas pela metade e muita gargalhada, Tatiana dos Santos Lourenço, mais conhecida por Tati Quebra Barraco, recebeu o iG para um bate papo.
Pouco antes de um show em São Paulo, com o mesmo repertório recheado de sexo, palavrão e letras de duplo sentido que a fizeram famosa em 2004, Tati falou sobre a vida nos palcos, no papel de mãe e no de avó.
Ainda com uma agenda intensa de apresentações – talvez não mais em festinhas particulares de famosos e do hi-society, mas em clubes alternativos e da periferia -, Tati conta que faz questão de investir nos estudos dos três filhos e do neto, algo que ela não teve. “E não tive porque não quis. Hoje me arrependo muito (de não ter estudado) porque não sei nem dar autógrafo. Quando me pedem, aviso que não sei escrever e falo: “é de coração, então não me pergunta o que tá escrito”.

As idolatradas tatuagens de Tati Quebra Baraco: no braço direito a palavra “Jesus Cristo”. No do esquerdo, a frade, “Tati, Sou Fiel”.
Confira a entrevista:
iG: É verdade que você virou evangélica?Tati Quebra Barraco: Que história é essa de que virei evangélica? De c* é rola! Na verdade tem umas pessoas da minha família que são crentes e em 2009 comecei a fazer culto evangélico na minha casa e as pessoas acham que eu virei cristã. Não vou na igreja, não virei crente, só faço culto. O que passa no meu coração, só Deus sabe.
iG: Como são os cultos?Tati Quebra Barraco: Meu culto é com muita comida. E quando eles vão embora, aí começa a festança. Sempre fiz e gosto muito de festas, com funk e cerveja, na humildade, com mais de seiscentas caixas de Skol.
iG: O que mudou na Tati Quebra Barraco depois que você começou a fazer esses cultos?Tati Quebra Barraco: A Tati Quebra Barraco é uma coisa e a Tatiana é outra. A diferença é que no palco eu quebro tudo e na vida pessoal eu cozinho, tenho responsabilidade com filhos, acordo às seis horas da manhã, levo as crianças pra escola. Sou casada há nove anos com meu marido que é segurança. Sou fiel… a Jesus Cristo.

No palco, Tati Quebra Barraco agita a galera chacoalhando o “popozâo”
iG: E você é fiel a ele?Tati Quebra Barraco: Sou a rainha da putaria e do funk. Fui mulher de muitos homens, mas de amor, só do meu marido. Não é à toa que cada filho tem um pai diferente. Minha filha vai fazer 19 anos, e já tem a neném, tenho um filho de 15 anos, que fica com minha mãe, Sônia, e a pequena de 8 anos, a Mila, vai pra outra mãe de criação, que cuidava dela porque eu trabalhava muito. Eu sou isso aí.
iG: Que regras você impõe para eles?Tati Quebra Barraco: Tipo assim, atrasou na escola, meto a porrada, não tem essa. Hoje pago escola particular, vai perder a hora? Não pode. O meu filho Iuri, me puxou, não gosta de estudar. Tenho que fazer algo por eles que eu não tive. Me arrependo muito, porque não sei nem dar autógrafo. Quando me pedem, eu aviso que não sei escrever e falo: “é de coração, então não me pergunta o que tá escrito”.
iG: E você deixa eles escutarem a sua música?Tati Quebra Barraco: Se eu não deixar vão escutar em outro lugar. Quero viver bem com minha família. Acho que a Mila, minha filha mais velha, vai cantar. Mas não funk, ela é de enrolar a língua (se referiu ao inglês), tocar violão.

Sem blusa, e só de colant, Tati Quebra Barraco se quebra no palco. “Tenho mais celulite na bunda, parece que eu fui fuzilada. Mas tudo bem, se não tiver, não é mulher”
iG: De onde vem sua inspiração?Tati Quebra Barraco: A minha inspiração veio depois de três meses sem quebrar o barraco. E quebrar o barraco é fuder. Aí comecei a brincar na comunidade (pausa para ela cantar “então é sóóóó´me comendooooo, vem, alisa meus coxãaaaao, mão nos meus peitinhuuuu, me chama de cachorra que eu faço au au). Eu tava gorda pra caralho naquela época, o cabelo assim né, no coco, pouca telha. Comecei a cantar tinha dezessete anos. Estou com 32, fui mãe com 13, avó com 29 e tô aí, quebrando tudo e mais um pouco.
iG: Qual artista internacional você admira?Tati Quebra Barraco: Se eu tiver que gravar com alguém, vou ser sincera: sou fã da Thalia (cantora mexicana). Amo a “Maria do Bairro”. Quando ela manda aquela jogada das costelas, quebra aqui, quebra lá… ai, só pai mesmo! Das duas às cinco horas da tarde não atendo telefone, não dou entrevista, não falo com ninguém. Começo vendo “Marissol”, depois “Pícara Sonhadora” e vem “Maria do Bairro” (reprises que passam uma seguida da outra no SBT). Gosto também da “Usurpadora”. Eu amo o México, tá? Um dia vou chegar lá. A Thalia é linda para caralho, nunca vi mulher pra barrar ela. Não tem Beyoncé certa praquela mulher ali. Um dia a gente se encontra… Não gosto muito de sonhar, não.
iG: Chegou a ficar rica?Tati Quebra Barraco: Eu comprei um apartamento no Tatuapé, no Anália Franco, mas me desfiz. Agora, eu rica? De cú é rola! É mentira. Moro perto da Cidade de Deus e é uma casa bacana. Me dei esse luxo. Fui nascida e criada lá, mas não sou muito querida por alguns, porque você sabe como é mulher, né? Abafa o caso! Eu tô bem sucedida e agora pretendo fazer pela minha família. Não vou falar muito em dinheiro, mas estou bem. Muito dinheiro é a Beyoncé, o Jay-Z, a Xuxa… O Silvio Santos, que caga é ouro, né? Esse tem.
iG: Qual foi sua maior extravagância em relação a dinheiro?Tati Quebra Barraco: Não me ligo em bolsa, essas coisas. Me ligo mais em festas e roupas. As festas que fiz foi pro meu ego, porque quando eu não era nada ninguém me convidava festa nenhuma. Foi um bom dinheiro.
iG: Você tem o pavio curto e sempre foi polêmica. Se arrepende de alguma coisa?
Tati Quebra Barraco: De algumas coisas sim, mas deixa pra lá. Da maioria, não. Hoje conto até dez antes de falar alguma coisa. Mas não aguento desaforo. Bastou olhar pra mim diferente… Aprendi a brigar, dar porrada, com meus três irmãos, sou a única mulher e minha avó é policial. Não tem como eu apanhar de mulher (gargalhadas). Se tiver que bater, bato, mas sou tranquila, não sou maluca.

Tati Quebra Barraco leva o público ao delírio com suas músicas com repertório recheado de sexo, palavrão e letras de duplo sentido.
iG:Tem algum medo?Tati Quebra Barraco: Tenho medo de assombração, não gosto de dormir sozinha.
iG: Você já foi convidada para participar de algum reality show? Aceitaria?Tati Quebra Barraco: Participaria sim, mas nunca fui chamada. Quer polêmica? Bota eu lá. Mas acho que eu não ganharia, apesar de que o futuro, só a Deus pertence. Eu entraria com tudo, só não entraria de maiô, entraria de fio dental e, paciência, até mesmo porque quem tá comendo aqui não tá reclamando (gargalhadas).
iG: E gostaria de ser atriz?Tati Quebra Barraco: Atuar não, porque meu mundo não é esse. Não querendo criticar ninguém, mas elas tão indo fu*** pra isso. Tem que dar pra um e pra outro só pra fazer uma pontinha. Minha vida não é essa. Igual quando comecei a cantar: as mulheres vêm, botam roupinha, tiram roupinha, e eu vim com a cara e com a coragem, feia pra car****, cabelo na telha e fiz mais sucesso. Isso que é importante, entendeu? Agora comecei a colocar shortinho porque antes não dava. Os homens iam correr porque a barriga tapava a xereca, tipo assim…
iG: Entre plásticas, lipos, implantes, são mais de 20 cirurgias que você fez. Você ainda faria mais alguma?Tati Quebra Barraco: Mexi em tudo o que você possa imaginar. Agora quero tirar um pouco de peito de novo. Quer saber por quê? Gosto de renovar! Eu não malho, e minhas pernas são de nascença, não é que nem “Mulher Fruta”, não. Tenho mais celulite na bunda, parece que eu fui fuzilada. Mas tudo bem, se não tiver, não é mulher, né? Eu não malho, não, só a vida dos outros (risos), que é muito importante porque malham a nossa. E minha dieta é mocotó, feijoada e rabada.

Com mais de vite plásticas Tati Quebra Barraco exibe uma das partes lipoaspiradas, a barriga. “Não malho e minha dieta é mocotó, feijoada e rabada”
iG: Qual foi a sua maior realização até hoje?Tati Quebra Barraco: A minha maior alegria foi cantar no Palácio de Berlim (Alemanha), em 2004. Pra mim foi pica! Teve crítica aqui porque não foram Ivete (Sangalo), Claudinha Leitte, fulano. Foi Tati Quebra Barraco, favelada, enfim. Mas Deus sabe o que faz. Cantei cheia de vergonha porque nunca tinha saído do Brasil, não tinha cachê nem em Nova Iguaçu (RJ) e fui parar em Berlim! Todo mundo gritava e eu pensei que estavam me xingando, mas aí descobri que pediam bis (risos).
Notícias Cristãs com informações do iG
Pastor voyeur instalou câmeras no banheiro feminino de igreja
Um pastor voyeur de uma igreja evangélica de Lafayette (Indiana, EUA) foi preso sob acusação de ter instalado câmeras escondidas no banheiro feminino do templo. Robert Lyzenga (foto ao lado), de 55 anos, comanda a Sunrise Christian Reform Church há uma década.
A armação foi descoberta quando uma fiel deixou cair um purificador de ar de uma das cabines do banheiro. A câmera estava dentro do dispositivo de higiene. Logo, outra câmera foi descoberta no local, também escondida em purificador de ar, noticiou o site "The Smoking Gun".
O cartão de memória de uma das câmeras continha imagens de duas mulheres adultas e uma adolescente usando a cabine.
Notícias Cristãs com informações do PNF/Globo
A armação foi descoberta quando uma fiel deixou cair um purificador de ar de uma das cabines do banheiro. A câmera estava dentro do dispositivo de higiene. Logo, outra câmera foi descoberta no local, também escondida em purificador de ar, noticiou o site "The Smoking Gun".
O cartão de memória de uma das câmeras continha imagens de duas mulheres adultas e uma adolescente usando a cabine.
Notícias Cristãs com informações do PNF/Globo
Ministério Público denuncia trio suspeito de canibalismo
Ação foi acolhida pela Justiça; os três responderão por homicídio triplamente qualificado.
O promotor de Justiça de Garanhuns, Itapuan de Vasconcelos Sobral Filho, ofereceu denúncia contra o trio suspeito de canibalismo, preso no mês passado em Pernambuco. A ação penal, acolhida pela Justiça em sua totalidade, é referente apenas aos crimes cometidos na cidade e toma como base o inquérito instaurado pela polícia de Garanhuns, concluído na semana passada.
As investigações foram focadas nos assassinatos de Giselly Helena da Silva, de 30 anos e Alexandra Falcão da Silva, 20, cujos supostos restos mortais foram encontrados no fundo da casa onde os suspeitos viviam em Garanhuns. O material foi submetido a exame de DNA, mas ainda não há resultado. De acordo com o representante do Ministério Público, os indícios apontam que os corpos são, de fato, das duas mulheres.
—A Alexandra foi enterrada com os documentos pessoais. A Giselly também foi identificada. O exame de DNA é para complementar. Mas não há dúvidas.
Vasconcelos denunciou Jorge Beltrão Negromonte Silveira, 50, sua mulher Isabel Cristina Pires Silveira, 50, e Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25, pelos homicídios triplamente qualificado das duas vítimas, ocultação e vilipêndio a cadáver e furto. A prisão preventiva dos três foi decretada.
Bruna e Jorge responderão ainda por estelionato, porque teriam usado o cartão bancário de Giselly. Bruna também foi denunciada pelo crime de falsa identidade, uma vez que se apresentou ao delegado, assumindo o papel de Jéssica, que seria a primeira vítima do trio, morta em Olinda. Há suspeitas de que ela seja a mãe da menina de 5 anos encontrada com os acusados.
—O inquérito de Garanhuns abriu um leque. Por exemplo, há o crime de falsidade na cidade de Conde, na Paraíba. A criança que estava com eles foi registrada falsamente neste município. Eles confessaram também que, na Paraíba, eram investigados em virtude do desaparecimento de uma pessoa. Mas, por enquanto, não há dados concretos.
De acordo com o promotor, além das duas mortes em Garanhuns e de um homicídio em Olinda, o trio teria confessado o assassinato de outras cinco mulheres em Recife, totalizando oito vítimas.
Vasconcelos informou que pretende encaminhar cópias do inquérito policial de Garanhuns para várias cidades "onde existem indícios de cometimento de crimes" pelos acusados.
—Em Paulista, na região metropolitana do Recife, por exemplo, eles são suspeitos de falsidade ideológica.
"Água e sal"
De acordo com o promotor Itapuan de Vasconcelos, as investigações mostraram que o trio atraía as vítimas com falsa promessa de emprego. Giselly, no entanto, teria sofrido outro tipo de abordagem.
— O Jorge e a Isabel a encontraram ocasionalmente. Atraíram essa moça para que ela pudesse falar sobre a palavra de Deus para eles. Então, Isabel teria levado a Giselly até a casa deles para conversar com a Bruna. O Jorge teria surgido do quintal, armado com faca peixeira,e desferido um violento golpe no pescoço dela.
Conforme Vasconcelos, consta no inquérito que o trio comeu partes do corpo de Giselly durante quatro, cinco dias.
—Teriam tirado parte das nádegas, coxas e braços, que foram cozidos só com água e sal. Eles chegam a dizer isso. Retiraram o fígado para comer. E comeram partes do corpo durante quatro, cinco dias.
Sobre a hipótese, aventada durante a apuração, de que os acusados teriam feito salgados com carne das vítimas, o promotor afirmou que ainda não há confirmação.
—O Jorge foi perguntado se realmente isso ocorria. Ele respondeu que se fizeram, não era para ter sido feito. Não era para sair de dentro de casa. Eles diziam que recebiam uma entidade e que o motivo do crime é que, segundo eles, as vítimas eram impuras. Com relação à seita Cartel, até agora, não há nada que indique que exista. O desenvolvimento do processo é que vai indicar se realmente existe ou não. Ou se não é fantasia deles.
Ainda sem defesa
Segundo o representante do Ministério Público, por ora, o trio ainda não tem advogados. “Assim que forem citados, terão dez dias para constituir advogado e apresentar defesa”, explicou o promotor.
Vasconcelos diz estar preparado para a hipótese de os futuros defensores se apoiarem na tese de que os acusados são Inimputáveis.
—Uma pessoa num estado psíquico desta forma é capaz de usar o cartão de crédito da outra, se passar por outra pessoa? Comprar aparelho celular, mochila infantil, bolsa de couro? O que queremos é que se faça justiça. Nem mais e nem menos. Obviamente, vamos nos preparar para esse tipo arguição. Mas os peritos irão dizer se constitui uma doença mental.
Notícias Cristãs com informações do R7
O promotor de Justiça de Garanhuns, Itapuan de Vasconcelos Sobral Filho, ofereceu denúncia contra o trio suspeito de canibalismo, preso no mês passado em Pernambuco. A ação penal, acolhida pela Justiça em sua totalidade, é referente apenas aos crimes cometidos na cidade e toma como base o inquérito instaurado pela polícia de Garanhuns, concluído na semana passada.
As investigações foram focadas nos assassinatos de Giselly Helena da Silva, de 30 anos e Alexandra Falcão da Silva, 20, cujos supostos restos mortais foram encontrados no fundo da casa onde os suspeitos viviam em Garanhuns. O material foi submetido a exame de DNA, mas ainda não há resultado. De acordo com o representante do Ministério Público, os indícios apontam que os corpos são, de fato, das duas mulheres.
—A Alexandra foi enterrada com os documentos pessoais. A Giselly também foi identificada. O exame de DNA é para complementar. Mas não há dúvidas.
Vasconcelos denunciou Jorge Beltrão Negromonte Silveira, 50, sua mulher Isabel Cristina Pires Silveira, 50, e Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25, pelos homicídios triplamente qualificado das duas vítimas, ocultação e vilipêndio a cadáver e furto. A prisão preventiva dos três foi decretada.
Bruna e Jorge responderão ainda por estelionato, porque teriam usado o cartão bancário de Giselly. Bruna também foi denunciada pelo crime de falsa identidade, uma vez que se apresentou ao delegado, assumindo o papel de Jéssica, que seria a primeira vítima do trio, morta em Olinda. Há suspeitas de que ela seja a mãe da menina de 5 anos encontrada com os acusados.
—O inquérito de Garanhuns abriu um leque. Por exemplo, há o crime de falsidade na cidade de Conde, na Paraíba. A criança que estava com eles foi registrada falsamente neste município. Eles confessaram também que, na Paraíba, eram investigados em virtude do desaparecimento de uma pessoa. Mas, por enquanto, não há dados concretos.
De acordo com o promotor, além das duas mortes em Garanhuns e de um homicídio em Olinda, o trio teria confessado o assassinato de outras cinco mulheres em Recife, totalizando oito vítimas.
Vasconcelos informou que pretende encaminhar cópias do inquérito policial de Garanhuns para várias cidades "onde existem indícios de cometimento de crimes" pelos acusados.
—Em Paulista, na região metropolitana do Recife, por exemplo, eles são suspeitos de falsidade ideológica.
"Água e sal"
De acordo com o promotor Itapuan de Vasconcelos, as investigações mostraram que o trio atraía as vítimas com falsa promessa de emprego. Giselly, no entanto, teria sofrido outro tipo de abordagem.
— O Jorge e a Isabel a encontraram ocasionalmente. Atraíram essa moça para que ela pudesse falar sobre a palavra de Deus para eles. Então, Isabel teria levado a Giselly até a casa deles para conversar com a Bruna. O Jorge teria surgido do quintal, armado com faca peixeira,e desferido um violento golpe no pescoço dela.
Conforme Vasconcelos, consta no inquérito que o trio comeu partes do corpo de Giselly durante quatro, cinco dias.
—Teriam tirado parte das nádegas, coxas e braços, que foram cozidos só com água e sal. Eles chegam a dizer isso. Retiraram o fígado para comer. E comeram partes do corpo durante quatro, cinco dias.
Sobre a hipótese, aventada durante a apuração, de que os acusados teriam feito salgados com carne das vítimas, o promotor afirmou que ainda não há confirmação.
—O Jorge foi perguntado se realmente isso ocorria. Ele respondeu que se fizeram, não era para ter sido feito. Não era para sair de dentro de casa. Eles diziam que recebiam uma entidade e que o motivo do crime é que, segundo eles, as vítimas eram impuras. Com relação à seita Cartel, até agora, não há nada que indique que exista. O desenvolvimento do processo é que vai indicar se realmente existe ou não. Ou se não é fantasia deles.
Ainda sem defesa
Segundo o representante do Ministério Público, por ora, o trio ainda não tem advogados. “Assim que forem citados, terão dez dias para constituir advogado e apresentar defesa”, explicou o promotor.
Vasconcelos diz estar preparado para a hipótese de os futuros defensores se apoiarem na tese de que os acusados são Inimputáveis.
—Uma pessoa num estado psíquico desta forma é capaz de usar o cartão de crédito da outra, se passar por outra pessoa? Comprar aparelho celular, mochila infantil, bolsa de couro? O que queremos é que se faça justiça. Nem mais e nem menos. Obviamente, vamos nos preparar para esse tipo arguição. Mas os peritos irão dizer se constitui uma doença mental.
Notícias Cristãs com informações do R7
O telemarketing do arcanjo
Walter sandro Pereira da Silva recorda o dia em que o Arcanjo Miguel veio em seu auxílio pela primeira vez. Ele tinha 2 anos e meio e procurava desesperado a chupeta perdida. “Foi quando apareceu este ser dizendo que ela estava debaixo da cama e que eu devia procurar o Salmo 91.” Quando os pais encontraram o pequeno, ele tinha a chupeta na boca e a Bíblia na mão: milagre. “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos”, dizia o premonitório texto bíblico. Hoje, sentado à cabeceira da mesa da sala de reuniões de sua Igreja Templária de Cristo na Terra, em São Paulo, a cargo de um crescente séquito de 10 mil “templários”, ele agradece a providência angelical, enquanto explica, entre ligações recebidas pelo smartphone, sua missão divina na Terra.
Por que abrir uma nova igreja, quando tantas outras disputam fiéis e denúncias Brasil afora é resposta que o apóstolo tem pronta. “Foi o Arcanjo Miguel que orientou.” Assim a igreja saiu do papel, mas não sem um percurso repleto de sacadas empresariais e, por que não, verdadeiros milagres (“pois não existe coincidência”) que fizeram desse pernambucano pobre de Gravatá o líder de uma seita-símbolo do sincretismo religioso nacional: compósito da lógica de bufê livre, da tolerância e da espiritualidade sem limites do brasileiro.
Mais velho de três filhos de um mestre de obras, Silva veio para São Paulo bebê e cresceu num ambiente católico sem arroubos religiosos. Isso até visitar sua cidade natal aos 13 anos, entrar em uma igreja evangélica e ouvir do arcanjo que deveria pregar. Virou evangélico. Anos depois, quando começou a vender seguros, descobriu o dom da retórica e passou a dar palestras motivacionais: deixe de fumar, emagreça, conquiste o amor. Com a mesma ênfase convencia qualquer um de qualquer coisa, tudo transmitido em um programa na Rádio Mundial. As pessoas saíam a suspirar, crentes, felizes da vida. Estudante de Psicologia, deixou os estudos e bolou sua versão de autoajuda, munido das dicas do arcanjo e de uma fórmula infalível: a pessoa pagava pela entrada na palestra, emocionava-se e na saí-da comprava o livro, o CD e o DVD.
Sincretismo e doação. A Igreja Templária de Cristo mistura Reiki, ioga e passes espíritas
Por dez anos viveu assim. Mas faltava algo, insistia o arcanjo. Até o pregador conhecer gente que “sentia”, como ele, vir de algo maior – nada menos que a reencarnação dos Cavaleiros Templários, braço militar da Igreja Católica formado por monges com voto de pobreza que aceitaram a tarefa de proteger os cristãos dos muçulmanos, enquanto aqueles tomavam desses a Cidade Sagrada nas Cruzadas. Quando Jerusalém ficou para trás, templários foram queimados vivos pela Inquisição. “Somos a reencarnação deles.” As reuniões começaram como uma espécie de maçonaria, que aos poucos incorporou doses de Reiki (prática esotérica), ioga e passe espírita. Em 11 de novembro de 2011, quando Silva estava prestes a entrar no ar pelo canal UHF 58, novo milagre se deu. “O Arcanjo Miguel materializou-se e disse para eu abrir a igreja. Foi tão forte que tive uma crise de cálculo renal. Fui ao banheiro e ele veio e disse pra botar a mão na urina. Eu pus. E saiu uma pedra do tamanho de meio grão de feijão.” À meia-noite o programa foi ao ar já com o nome de Igreja Templária.
Sandro Silva, que se comunica com o Arcanjo Miguel desde os 2 anos e meio, e tem cerca de 10 mil seguidores A hierarquia nasceu naturalmente. Há um apóstolo (ele), cujo cargo é vitalício e só pode ser transmitido após um conclave. Há também um primeiro-ministro, quatro bispos, 20 ministros e 560 mestres, cada qual encarregado de cuidar de 70 -fiéis. O apóstolo vive “uma vida simples”, em uma casa em São Bernardo do Campo (o “solo sagrado”), com nove dos ministros, sua mãe e cerca de 80 cães e gatos – a igreja tem como tarefa tirar animais da rua. Apóstolos não se casam. O anel de ouro na mão esquerda, com três luas entrecruzadas (as três religiões), ganhou-o de um ourives que foi a uma de suas palestras e seguira o desenho sugerido pelo arcanjo.
Além do prédio no número 643 da Rua Leais Paulistanos, a igreja tem sedes no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Estrutura crescente, que começou a ser erguida com auxílio de doações. Com 1,5 mil reais em moedas, o apóstolo comprou uma Kombi velha, com a qual os mestres vendiam batatas de porta em porta para arrecadar dinheiro.
Outros tempos. Hoje a igreja é mantida pelo “Carnê da Gratidão”, um boleto com depósito de 33 reais em uma conta do Banco do Brasil. “A pessoa não paga. Ela doa.” E ganha, de quebra, o número do celular de um dos mestres para ligar quando quiser, todo dia até as 2 da manhã. “Qual seu problema? Bem, às vezes Deus não cura agora para testar sua fé”, diz o mestre em uma das baias da sala onde cerca de 20 pessoas se revezam em três turnos para atender 3 mil ligações por dia no telemarketing. “A senhora gostaria de receber um CD do Arcanjo Miguel? Não, não é obrigada a pagar. Mas seu lado material vai render mais.” Ao lado, uma senhora corta boletos com uma guilhotina.
A casa do tesouro tem crescido. Um tour revela as 44 salas da igreja, nas quais a mesma cruz pátea impera, entre desenhos de Buda, faraós e santos católicos. Há dois auditórios e salas. Uma das salas de reunião é repleta de cristais a dividir espaço com uma armadura medieval, um sarcófago, São Jorge e a Virgem Maria. Ao lado fica o hospital de cura, onde macas se enfileiram à espera dos pacientes. “Teve uma mulher que chegou com a bexiga podre. Em um mês aqui, a bexiga dela se refez inteirinha.” Mas milagres mesmo se dão durante o “Vale de Sal”, evento que atrai 5 mil pessoas uma vez por mês. Toneladas de sal desenham uma trilha por onde as pessoas que têm problema espiritual caminham e passam mal. “Uivam, gritam, vomitam.”
Tanta peculiaridade trouxe inimigos. “Já cansei de sofrer ameaça de morte, pelo telefone, pela internet.” Mas o apóstolo segue sua vida exemplar. “Templário não ingere café, carne ou açúcar (só mascavo). Ioga e tai chi chuan são obrigatórios. Se bem que a minha ioga é na tevê”, diz, à mesa onde grava os programas. Se tudo der certo, e o arcanjo há de ajudar, em breve a igreja terá seu canal UHF (que custou 120 mil reais) para levar, “em cadeia nacional”, a mensagem do fim do preconceito. “Nós não temos nenhum.”
Notícias Cristãs com informações da Carta Capital
Por que abrir uma nova igreja, quando tantas outras disputam fiéis e denúncias Brasil afora é resposta que o apóstolo tem pronta. “Foi o Arcanjo Miguel que orientou.” Assim a igreja saiu do papel, mas não sem um percurso repleto de sacadas empresariais e, por que não, verdadeiros milagres (“pois não existe coincidência”) que fizeram desse pernambucano pobre de Gravatá o líder de uma seita-símbolo do sincretismo religioso nacional: compósito da lógica de bufê livre, da tolerância e da espiritualidade sem limites do brasileiro.
Mais velho de três filhos de um mestre de obras, Silva veio para São Paulo bebê e cresceu num ambiente católico sem arroubos religiosos. Isso até visitar sua cidade natal aos 13 anos, entrar em uma igreja evangélica e ouvir do arcanjo que deveria pregar. Virou evangélico. Anos depois, quando começou a vender seguros, descobriu o dom da retórica e passou a dar palestras motivacionais: deixe de fumar, emagreça, conquiste o amor. Com a mesma ênfase convencia qualquer um de qualquer coisa, tudo transmitido em um programa na Rádio Mundial. As pessoas saíam a suspirar, crentes, felizes da vida. Estudante de Psicologia, deixou os estudos e bolou sua versão de autoajuda, munido das dicas do arcanjo e de uma fórmula infalível: a pessoa pagava pela entrada na palestra, emocionava-se e na saí-da comprava o livro, o CD e o DVD.
Sincretismo e doação. A Igreja Templária de Cristo mistura Reiki, ioga e passes espíritas
Por dez anos viveu assim. Mas faltava algo, insistia o arcanjo. Até o pregador conhecer gente que “sentia”, como ele, vir de algo maior – nada menos que a reencarnação dos Cavaleiros Templários, braço militar da Igreja Católica formado por monges com voto de pobreza que aceitaram a tarefa de proteger os cristãos dos muçulmanos, enquanto aqueles tomavam desses a Cidade Sagrada nas Cruzadas. Quando Jerusalém ficou para trás, templários foram queimados vivos pela Inquisição. “Somos a reencarnação deles.” As reuniões começaram como uma espécie de maçonaria, que aos poucos incorporou doses de Reiki (prática esotérica), ioga e passe espírita. Em 11 de novembro de 2011, quando Silva estava prestes a entrar no ar pelo canal UHF 58, novo milagre se deu. “O Arcanjo Miguel materializou-se e disse para eu abrir a igreja. Foi tão forte que tive uma crise de cálculo renal. Fui ao banheiro e ele veio e disse pra botar a mão na urina. Eu pus. E saiu uma pedra do tamanho de meio grão de feijão.” À meia-noite o programa foi ao ar já com o nome de Igreja Templária.Sandro Silva, que se comunica com o Arcanjo Miguel desde os 2 anos e meio, e tem cerca de 10 mil seguidores A hierarquia nasceu naturalmente. Há um apóstolo (ele), cujo cargo é vitalício e só pode ser transmitido após um conclave. Há também um primeiro-ministro, quatro bispos, 20 ministros e 560 mestres, cada qual encarregado de cuidar de 70 -fiéis. O apóstolo vive “uma vida simples”, em uma casa em São Bernardo do Campo (o “solo sagrado”), com nove dos ministros, sua mãe e cerca de 80 cães e gatos – a igreja tem como tarefa tirar animais da rua. Apóstolos não se casam. O anel de ouro na mão esquerda, com três luas entrecruzadas (as três religiões), ganhou-o de um ourives que foi a uma de suas palestras e seguira o desenho sugerido pelo arcanjo.
Além do prédio no número 643 da Rua Leais Paulistanos, a igreja tem sedes no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Estrutura crescente, que começou a ser erguida com auxílio de doações. Com 1,5 mil reais em moedas, o apóstolo comprou uma Kombi velha, com a qual os mestres vendiam batatas de porta em porta para arrecadar dinheiro.
Outros tempos. Hoje a igreja é mantida pelo “Carnê da Gratidão”, um boleto com depósito de 33 reais em uma conta do Banco do Brasil. “A pessoa não paga. Ela doa.” E ganha, de quebra, o número do celular de um dos mestres para ligar quando quiser, todo dia até as 2 da manhã. “Qual seu problema? Bem, às vezes Deus não cura agora para testar sua fé”, diz o mestre em uma das baias da sala onde cerca de 20 pessoas se revezam em três turnos para atender 3 mil ligações por dia no telemarketing. “A senhora gostaria de receber um CD do Arcanjo Miguel? Não, não é obrigada a pagar. Mas seu lado material vai render mais.” Ao lado, uma senhora corta boletos com uma guilhotina.
A casa do tesouro tem crescido. Um tour revela as 44 salas da igreja, nas quais a mesma cruz pátea impera, entre desenhos de Buda, faraós e santos católicos. Há dois auditórios e salas. Uma das salas de reunião é repleta de cristais a dividir espaço com uma armadura medieval, um sarcófago, São Jorge e a Virgem Maria. Ao lado fica o hospital de cura, onde macas se enfileiram à espera dos pacientes. “Teve uma mulher que chegou com a bexiga podre. Em um mês aqui, a bexiga dela se refez inteirinha.” Mas milagres mesmo se dão durante o “Vale de Sal”, evento que atrai 5 mil pessoas uma vez por mês. Toneladas de sal desenham uma trilha por onde as pessoas que têm problema espiritual caminham e passam mal. “Uivam, gritam, vomitam.”
Tanta peculiaridade trouxe inimigos. “Já cansei de sofrer ameaça de morte, pelo telefone, pela internet.” Mas o apóstolo segue sua vida exemplar. “Templário não ingere café, carne ou açúcar (só mascavo). Ioga e tai chi chuan são obrigatórios. Se bem que a minha ioga é na tevê”, diz, à mesa onde grava os programas. Se tudo der certo, e o arcanjo há de ajudar, em breve a igreja terá seu canal UHF (que custou 120 mil reais) para levar, “em cadeia nacional”, a mensagem do fim do preconceito. “Nós não temos nenhum.”
Notícias Cristãs com informações da Carta Capital
Deputado diz que evangélicos não são inimigos da causa LGBT
O deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) disse há pouco, no 9º Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que lamenta que os evangélicos sejam considerados o inimigo número um da causa LGBT. “O evangélico não concorda com a prática homossexual, mas isso não significa homofobia”, afirmou.
“Ser evangélico é respeitar e promover a tolerância”, afirmou o deputado, que é pastor. Ele defende o direito de as crianças “serem educadas pelo seus pais”, sem que isso signifique promover a violência contra os homossexuais.
“E quem educa as famílias?”, questionou a deputada Erika Kokay (PT-DF). Ela criticou a lógica de que “o diferente não é igual em direitos”.
Notícias Cristãs com informações da Agência Câmara
“Ser evangélico é respeitar e promover a tolerância”, afirmou o deputado, que é pastor. Ele defende o direito de as crianças “serem educadas pelo seus pais”, sem que isso signifique promover a violência contra os homossexuais.
“E quem educa as famílias?”, questionou a deputada Erika Kokay (PT-DF). Ela criticou a lógica de que “o diferente não é igual em direitos”.
Notícias Cristãs com informações da Agência Câmara
PMs teriam matado evangélico em ocorrência de som alto
Uma ocorrência por perturbação do sossego em Araçoiaba terminou com a morte de um evangélico por dois policiais - não identificados - e no ferimento a bala de uma segunda pessoa. Por volta das 22h deste domingo (13), uma guarnição comandada pelo sargento Brandão, do Destacamento de Araçoiaba, foi chamada devido a uma queixa de som alto na Avenida João Pessoa Guerra.
Segundo a própria polícia, a princípio, o pedido foi atendido, mas, em seguida, voltaram a aumentar o volume. Os militares deram voz de prisão ao grupo, mas eles não acataram a ordem e, conforme a nota oficial emitida pela Secretaria de Defesa Social, os policiais foram obrigados a fazer uso de suas armas de fogo.
Jucimar Celestino da Silva, 27 anos, e uma segunda pessoa foram atingidos. Os dois foram socorridos, mas o evangélico da Assembleia de Deus não resistiu e morreu no Hospital da Restauração (HR), na manhã de hoje. A outra vítima - identidade preservada -, já recebeu alta.
De acordo com a SDS, a corregedoria geral já instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o que aconteceu. O Comando Militar do Nordeste determinou o recolhimento preventivo dos dois policiais que dispararam na ocorrência.
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas houve a apresentação espontânea dos policiais o que inviabiliza o flagrante.
Notícias Cristãs com informações do Diário de Pernambuco
Segundo a própria polícia, a princípio, o pedido foi atendido, mas, em seguida, voltaram a aumentar o volume. Os militares deram voz de prisão ao grupo, mas eles não acataram a ordem e, conforme a nota oficial emitida pela Secretaria de Defesa Social, os policiais foram obrigados a fazer uso de suas armas de fogo.
Jucimar Celestino da Silva, 27 anos, e uma segunda pessoa foram atingidos. Os dois foram socorridos, mas o evangélico da Assembleia de Deus não resistiu e morreu no Hospital da Restauração (HR), na manhã de hoje. A outra vítima - identidade preservada -, já recebeu alta.
De acordo com a SDS, a corregedoria geral já instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o que aconteceu. O Comando Militar do Nordeste determinou o recolhimento preventivo dos dois policiais que dispararam na ocorrência.
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas houve a apresentação espontânea dos policiais o que inviabiliza o flagrante.
Notícias Cristãs com informações do Diário de Pernambuco
Para não desagradar torcedores de outras religiões, o Corinthians resolveu mudar o nome da estátua
Não ouse se referir à estátua de 30 metros de altura que o escultor Gilmar Pinna colocará em frente ao futuro estádio do Corinthians, em Itaquera, como uma representação de São Jorge. “Pelo amor de Deus, não tem nada de São Jorge! O nome é Cavaleiro Fiel!”, ele reprime imediatamente, levando as mãos à cabeça. Esse batismo ocorreu poucas horas antes de o artista apresentar em primeira mão para a Gazeta Esportiva.Net o projeto do monumento de aço inoxidável que, segundo ele, será o novo cartão-postal de São Paulo.
Inicialmente, a obra de Gilmar Pinna havia sido divulgada por Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians e ex-diretor de marketing, como uma estátua gigante de São Jorge (do tamanho do Cristo Redentor, se descontado o pedestal da escultura carioca) que motivaria peregrinações religiosas a Itaquera. Não era para menos: todos os elementos da caracterização habitual do padroeiro corintiano – um cavaleiro, sua lança e o dragão – estão no projeto, que prevê ainda 15 grandes bustos de torcedores saídos de um espelho d’água de 80 metros de largura, com os braços esticados, em gesto de devoção ao “Cavaleiro Fiel”.
“Isso mesmo: os torcedores ficarão atrás do Cavaleiro Fiel, e não de São Jorge. Você já aprendeu: Cavaleiro Fiel! Não vá se confundir com Cavaleiro da Fiel, hein?”, roga Gilmar Pinna, com as palmas das mãos unidas, preocupado com uma possível reprovação da obra por parte de evangélicos (contrários ao culto de imagens) e até de seguidores de religiões afro-brasileiras (que sincretizam São Jorge na forma de Ogum). “Tenho experiência nessa área. Sei que é complicado mexer com religião.” A ideia de mudar o nome da estátua foi uma orientação do filho mais velho do escultor, Gilmar Pinna Júnior, que é publicitário e tem ajudado o pai a viabilizar a construção do monumento.
Foi Gilmarzinho quem promoveu uma reunião – e um rápido acordo – entre seu pai e Luis Paulo Rosenberg, há cerca de seis meses. Gilmar Pinna já estava propenso a utilizar a Copa do Mundo de 2014 para se inspirar naquela ocasião. Havia sido contratado por Sebastião Almeida, prefeito de Guarulhos (onde reside atualmente), para criar 12 obras de 25 metros de altura cada e embelezar o município vizinho de São Paulo para o evento. “Quando soube que o estádio do Corinthians abriria a Copa, não pensei duas vezes em conciliar esses dois projetos. Recorri ao meu filho para entrar em contato com o Rosenberg, que foi bastante receptivo”, comenta.
Gilmar Pinna gosta de trabalhar em esculturas grandiosas, como as que planejou para a Copa Rosenberg, no entanto, fez algumas ponderações sobre o esboço apresentado por Gilmar. O escultor tinha planejado expor diante do estádio do Corinthians grandes estátuas de jogadores de futebol de destaque internacional do passado e do presente, como Pelé, Maradona, Neymar, Messi e outros. O dirigente preferiu que a torcida fosse contemplada ao lado de São Jorge – ou melhor, do Cavaleiro Fiel. A sugestão agradou. “O Rosenberg e o Corinthians gostam de trabalhar em função do ser humano, e isso me cativou. Também sou assim”, diz o artista plástico.
Mãos dadas em nome do amor
Gilmar é “assim” a ponto de se empolgar e erguer a voz quando define o que pretende incitar nas pessoas com o seu Cavaleiro Fiel gigante de Itaquera. “O amor! Cara, o homem [Jesus Cristo] desceu aqui, foi crucificado e falou ‘amém’. Muitos anos depois disso, as pessoas continuam brigando por qualquer coisa, matando por futebol e religião. C...! P...! Outro dia, Chico Buarque estava falando do período em que ia assistir a Corinthians contra Santos no Pacaembu. Ele era jovem, garotão, e via as torcidas todas misturadas nas arquibancadas. Era uma harmonia sadia, do c...! Por que não pode mais ser assim? Não entendo!”, ele grita, enquanto mexe freneticamente na sua inconfundível trança de cabelo.
O desejo de propagar a fraternidade é tamanho que Gilmar cogita fazer algumas alterações no seu projeto para o futuro estádio do Corinthians. “Os torcedores que reverenciam o Cavaleiro Fiel no monumento poderão, quem sabe, ficar de mãos dadas, conclamando a paz. Eles são torcedores de todos os times, já que o estádio será também da Copa do Mundo, da Seleção Brasileira, do povo. Não dá para visualizar no vídeo que fizemos da obra, mas eles terão suas feições detalhadas, externando sorrisos e tristezas. Alguns estarão torcendo pelo cavaleiro e outros pelo dragão. Talvez eu também coloque uma bandeira pacificadora com o guerreiro, uma flor em sua lança... Vamos ver”, avalia o escultor, entusiasmado.
Um receio semelhante ao que transformou São Jorge em um Cavaleiro Fiel, contudo, poderá fazer os torcedores idealizados para a escultura continuarem de braços estendidos. “Existe um preconceito contra as mãos dadas, não é?”, constata Gilmar, referindo-se a sentimentos homofóbicos com um piscar de olho. “Mas mão dada é do c...! Até os jogadores unem as mãos quando rezam antes das partidas. Os torcedores se abraçam para cantar suas músicas. Precisamos trilhar esse caminho da união”, contesta em seguida. Para colaborar com a sua visão de mundo, o artista distribuiu abraços a quem estava por perto em meio a esse inflamado discurso fraternal.
Ateliê do artista em Guarulhos é claro, organizado e fica bem ao lado de uma sub-sede da Gaviões da Fiel. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Gilmar Pinna já se acostumou a enfrentar preconceitos e a celebrar a paz em seus trabalhos. O sétimo dos oito filhos do jornalista Gil com a índia caiapó Maria é natural de Ilhabela, de onde se tornou embaixador cultural graças à perseverança. “Você não percebe que tenho uma expressão indígena?”, pergunta. Na infância, além de ter encantado diversos turistas com suas esculturas nas areias das praias do litoral norte paulista, fez questão de chocar outros tantos com seus cabelos compridos, calças floridas e chinelos de dedo. Ouviu muitos gritos de “veado”, embora fosse mulherengo. “Imagine o que as pessoas pensavam de mim há 40 anos. Mas não quero nem saber. Ainda hoje gosto de provocar esses babacas. Às vezes, saio do meu ateliê com a mesma roupa simples do dia a dia e coloco duas tranças ao contrário só para incomodar esses filhos da p...! Eles ficam me olhando como idiotas, em vez de prestarem atenção nas coisas da vida que valem a pena. Você tem que se vestir e ser do jeito que quiser!”, desabafa.
Para Jesus Cristo, de graça
Embora não seja devoto do santo nem siga qualquer religião, o artista estudou todas elas e facilmente se mostra um homem de bastante fé. Ele agradece a Deus pelo pão ingerido durante a tarde e abre a uma Bíblia de bolso – com o seu nome escrito na contracapa – para recitar, com os óculos na ponta do nariz, algumas das passagens que considera mais marcantes. Chega a mencionar o caso de um amigo curado de um câncer no cérebro “através da força de Jesus Cristo”. “O cara [Jesus] existe. Estou falando isso independentemente de credo, hein? Não é religião. O cara é muito forte. O cara e-xis-te.”
Não por acaso, a primeira escultura feita por Gilmar Pinna (então com 12 anos) foi um Jesus Cristo crucificado, nas areias de Ilhabela. Ele ganhou um prêmio por aquela obra de arte. “E vou confessar que, desde então, nunca cobrei para fazer projetos relacionados ao filho de Deus. Sinto uma conexão direta com o homem quando trabalho. Só recebo dinheiro por outros tipos de monumento”, afirma o artista, que está esculpindo atualmente uma enorme cabeça de Jesus, em evidência no centro do seu ateliê em Guarulhos – localizado bem ao lado de uma sub-sede da torcida organizada Gaviões da Fiel. Com uma escada, ele encoraja seus convidados a subirem em cima da face da obra para tatearem detalhes da coroa de espinhos, dos olhos, nariz e boca.
Uma imagem de Jesus também está presente em um dos trabalhos mais famosos de Gilmar. A exposição Retratos da Vida, que ficou aberta à visitação no Memorial da América Latina de São Paulo, em 2006, foi comprada pelo então prefeito Alberto Mourão para a construção da Praça da Paz, símbolo da cidade de Praia Grande a partir daquele ano. Além da figura de Cristo, cabeças de aproximadamente 10 metros de altura e 30 toneladas de Santa Maria, do Papa João Paulo II, de Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e até do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em 2003 em um atentado terrorista no Iraque, compõem a obra. “O Mourão viu o monumento no vernissage e disse que queria levar para Praia Grande. Fiz um grande negócio com um cara diferenciado na política brasileira, que se importa com cultura. Bem diferente do Cláudio Lembo, governador de São Paulo na época. Mandato tampão, não é? Ele me cumprimentou no Memorial e passou batido por tudo, pois tem uma cultura podre. É podre, e você pode escrever isso aí. Acredita que ele teve coragem de me oferecer R$ 1 por uma obra?”, esbraveja o escultor.
Convencer autoridades da importância de erguer monumentos em lugares públicos é uma missão tão difícil quanto esculpir, de acordo com Gilmar Pinna. “Parece que as pessoas, infelizmente, não ligam para obras de arte no Brasil. Ou não sabem que você gasta fortunas com material para trabalhar. O aço inox tem um preço próximo ao do ouro e vale mais do que a prata. Isso sem falar do tamanho das esculturas que faço. Quando você revela o valor, o cara vira para trás e desiste de comprar. O povo até gosta, mas, ao saber que um prefeito ou alguém pagou por aquilo, fica f...! Estou roendo o osso, fazendo a minha parte em benefício das futuras gerações de escultores”, analisa, triste com a falta de reconhecimento. “Isso acontece em todo o mundo. Pensam que não existe a profissão artista de monumento. E estamos falando de um trabalho árduo, que desgasta e é complicado de vender. Sou tão profissional quanto um médico, um engenheiro, um jornalista, um pedreiro ou um encanador.”
O Cavaleiro Fiel será uma das obras mais caras de Gilmar Pinna. O custo estimado para utilizar – e transportar com guindastes – 200 toneladas de aço inoxidável e outras 30 de eletrodos é de R$ 6 milhões. “Preciso ganhar alguma coisa também, claro, mas não estou priorizando o dinheiro”, ele avisa. Segundo o artista, o preço seria muito maior fora do Brasil. “Quando morava em Chicago, participei da criação de uma escultura de bronze do Michael Jordan, para o ginásio do Chicago Bulls, que custou US$ 11 milhões. Tinha 3 metros de altura. Preste atenção: 3 metros. A do Corinthians tem 30 metros. Quanto será que os estrangeiros cobrariam por ela? Dez vezes mais, não? Mas não chego a tanto porque tenho consciência de que vivo em outra realidade e por querer fazer algo grandioso pelo meu País”, justifica. Também nos Estados Unidos, ele recebeu cerca de R$ 300 mil – uma “mixaria”, disseram seus colegas – para fazer uma estátua para uma escola norte-americana.
Sem o Corinthians, em busca de patrocínio
Por conta própria, Gilmar começou a procurar patrocinadores para o seu Cavaleiro Fiel. Já se reuniu – sozinho – com representantes de uma instituição bancária e de uma companhia de telefonia celular. O Corinthians, como tem feito em outros projetos abraçados pelo departamento de marketing, incumbiu o parceiro de viabilizar toda a engenharia burocrática necessária. “O problema é que o Gilmar mostrar a obra é diferente de o Corinthians mostrar. Tenho credibilidade pelo meu trabalho, mas não sou o Corinthians. O Gilmar não é envolvido em nada do esporte. Fica mais difícil”, lamenta. O escultor cogita até seguir o exemplo do clube, que venderá os naming rights da arena da Copa do Mundo, e colocar o nome de uma empresa também em seu cavaleiro para lucrar. “Clamo pelo apoio de quem tem interesse na Copa do Mundo, no Corinthians e em alavancar a cultura no Brasil. Algumas pessoas estão achando que é estátua de São Jorge, mas se trata do Cavaleiro Fiel. Farei uma homenagem para todas as torcidas na escultura, abordando paz, harmonia, amor e camaradagem”, divulga.
Com ou sem patrocínio, Gilmar Pinna garante que o Cavaleiro Fiel sairá do papel. “É claro que sim. Vou fazer isso por mim. Nem que precise tirar alguma coisa do meu próprio bolso. Sei que, se a obra vingar, deixará de ser minha e virará dos caras. Quero que se f...! Não precisa nem ter o meu nome lá. A minha vontade é fazer o bagulho. Se vão ler ou não o meu nome em uma placa, tanto faz. Só quero passar a mensagem da minha arte. Se disserem que foi o Corinthians que fez e não eu, estará tudo bem também. O que vale é o desafio: a molecada e eu esculpindo, tirando uma onda, curtindo... Faturo o meu, e acabou!”, brada.
De fato, são os desafios que movem a vida de Gilmar Pinna. Em fevereiro deste ano, por exemplo, ele embarcou na jangada “Bolinha” ao lado do filho caçula Baepi Pinna (campeão sul-americano e vice-campeão mundial de vela na classe Laser 4.7, hoje morando na Austrália para estudar cinema) e dos pescadores João de Castro e Alex Damico em uma viagem de Santos ao Rio de Janeiro. A aventura marítima durou quase uma semana e foi realizada “em defesa da cultura brasileira”. “As jangadas, patrimônio cultural do Ceará, estão sendo vendidas aos montes para os europeus. Restam muito poucas delas. Meu filho, meus companheiros cearenses e eu quase morremos para chamar a atenção para isso”, fala o artista.
Os parceiros de Gilmar Pinna em outra empreitada, a construção do Cavaleiro Fiel, também são nordestinos. O escultor esteve em Estrela de Alagoas e decidiu dar oportunidade de emprego a um grupo de jovens (corintianos) da cidade de menos de 18.000 habitantes do agreste alagoano. Eles vieram para Guarulhos, aprenderam a esculpir e recebem alimentação, moradia e salários em troca do trabalho diário. Quando é entrevistado, o artista chefe faz questão de tirar fotos ao lado de seus pupilos. “Eles ficam felizes. São os meus braços aqui. É importante dar valor”, enaltece, sem dispensar brincadeiras com os aprendizes. Dilma, que prepara o café e mantém a oficina em ordem, atende pelo apelido de “Presidente” em homenagem à xará famosa. Para que ela sirva o lanche vespertino, um dos garotos é mandado à padaria com a tarefa de comprar salame italiano e mortadela. Volta com 1 kg de presunto. “E eu lá sei o que é salame e mortadela? O cara da padaria disse que também não sabe. Não tem essas coisas na minha terra”, explica, enquanto é repreendido pelo patrão.
Gilmar Pinna fez questão de tirar esta foto ao lado
dos seus ajudantes, que trouxe de Estrela de Alagoas Além do Cavaleiro Fiel, Gilmar Pinna está preparando, em parceria com o prefeito Antonio Colucci, um monumento em forma de velas e do mapa de Ilhabela para deixar na entrada do seu município natal. “São grandes obras para encerrar a minha carreira, principalmente a do Corinthians. Acredito muito neste trabalho. Estou com a minha trajetória consolidada, viajei o mundo todo esculpindo, mas ainda quero fazer algo marcante no meu País, para ficar na história. Por isso, estou clamando por patrocínio, material ou qualquer outro tipo de apoio”, repete.
Minutos depois de encerrar esta entrevista, Gilmar telefona para um possível fornecedor de aço inoxidável e mostra-se confiante: “Sabe aquele vídeo que te mandei? Cedi com exclusividade para a Gazeta Esportiva, que vai divulgar como Cavaleiro Fiel. Vamos matar a pau assim. Só não fale São Jorge, por favor. Tudo dará certo. Um abraço. Tchau, tchau”. Gilmar desliga e diz “Deus há de querer” para si mesmo. E – por que não? – São Jorge e os corintianos também. Assista como ficará a estátua:
Notícias Cristãs com informações do Gazeta Esportiva
Inicialmente, a obra de Gilmar Pinna havia sido divulgada por Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do Corinthians e ex-diretor de marketing, como uma estátua gigante de São Jorge (do tamanho do Cristo Redentor, se descontado o pedestal da escultura carioca) que motivaria peregrinações religiosas a Itaquera. Não era para menos: todos os elementos da caracterização habitual do padroeiro corintiano – um cavaleiro, sua lança e o dragão – estão no projeto, que prevê ainda 15 grandes bustos de torcedores saídos de um espelho d’água de 80 metros de largura, com os braços esticados, em gesto de devoção ao “Cavaleiro Fiel”.
“Isso mesmo: os torcedores ficarão atrás do Cavaleiro Fiel, e não de São Jorge. Você já aprendeu: Cavaleiro Fiel! Não vá se confundir com Cavaleiro da Fiel, hein?”, roga Gilmar Pinna, com as palmas das mãos unidas, preocupado com uma possível reprovação da obra por parte de evangélicos (contrários ao culto de imagens) e até de seguidores de religiões afro-brasileiras (que sincretizam São Jorge na forma de Ogum). “Tenho experiência nessa área. Sei que é complicado mexer com religião.” A ideia de mudar o nome da estátua foi uma orientação do filho mais velho do escultor, Gilmar Pinna Júnior, que é publicitário e tem ajudado o pai a viabilizar a construção do monumento.
Foi Gilmarzinho quem promoveu uma reunião – e um rápido acordo – entre seu pai e Luis Paulo Rosenberg, há cerca de seis meses. Gilmar Pinna já estava propenso a utilizar a Copa do Mundo de 2014 para se inspirar naquela ocasião. Havia sido contratado por Sebastião Almeida, prefeito de Guarulhos (onde reside atualmente), para criar 12 obras de 25 metros de altura cada e embelezar o município vizinho de São Paulo para o evento. “Quando soube que o estádio do Corinthians abriria a Copa, não pensei duas vezes em conciliar esses dois projetos. Recorri ao meu filho para entrar em contato com o Rosenberg, que foi bastante receptivo”, comenta.
Gilmar Pinna gosta de trabalhar em esculturas grandiosas, como as que planejou para a Copa Rosenberg, no entanto, fez algumas ponderações sobre o esboço apresentado por Gilmar. O escultor tinha planejado expor diante do estádio do Corinthians grandes estátuas de jogadores de futebol de destaque internacional do passado e do presente, como Pelé, Maradona, Neymar, Messi e outros. O dirigente preferiu que a torcida fosse contemplada ao lado de São Jorge – ou melhor, do Cavaleiro Fiel. A sugestão agradou. “O Rosenberg e o Corinthians gostam de trabalhar em função do ser humano, e isso me cativou. Também sou assim”, diz o artista plástico.
Mãos dadas em nome do amor
Gilmar é “assim” a ponto de se empolgar e erguer a voz quando define o que pretende incitar nas pessoas com o seu Cavaleiro Fiel gigante de Itaquera. “O amor! Cara, o homem [Jesus Cristo] desceu aqui, foi crucificado e falou ‘amém’. Muitos anos depois disso, as pessoas continuam brigando por qualquer coisa, matando por futebol e religião. C...! P...! Outro dia, Chico Buarque estava falando do período em que ia assistir a Corinthians contra Santos no Pacaembu. Ele era jovem, garotão, e via as torcidas todas misturadas nas arquibancadas. Era uma harmonia sadia, do c...! Por que não pode mais ser assim? Não entendo!”, ele grita, enquanto mexe freneticamente na sua inconfundível trança de cabelo.
O desejo de propagar a fraternidade é tamanho que Gilmar cogita fazer algumas alterações no seu projeto para o futuro estádio do Corinthians. “Os torcedores que reverenciam o Cavaleiro Fiel no monumento poderão, quem sabe, ficar de mãos dadas, conclamando a paz. Eles são torcedores de todos os times, já que o estádio será também da Copa do Mundo, da Seleção Brasileira, do povo. Não dá para visualizar no vídeo que fizemos da obra, mas eles terão suas feições detalhadas, externando sorrisos e tristezas. Alguns estarão torcendo pelo cavaleiro e outros pelo dragão. Talvez eu também coloque uma bandeira pacificadora com o guerreiro, uma flor em sua lança... Vamos ver”, avalia o escultor, entusiasmado.
Um receio semelhante ao que transformou São Jorge em um Cavaleiro Fiel, contudo, poderá fazer os torcedores idealizados para a escultura continuarem de braços estendidos. “Existe um preconceito contra as mãos dadas, não é?”, constata Gilmar, referindo-se a sentimentos homofóbicos com um piscar de olho. “Mas mão dada é do c...! Até os jogadores unem as mãos quando rezam antes das partidas. Os torcedores se abraçam para cantar suas músicas. Precisamos trilhar esse caminho da união”, contesta em seguida. Para colaborar com a sua visão de mundo, o artista distribuiu abraços a quem estava por perto em meio a esse inflamado discurso fraternal.
Ateliê do artista em Guarulhos é claro, organizado e fica bem ao lado de uma sub-sede da Gaviões da Fiel. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Gilmar Pinna já se acostumou a enfrentar preconceitos e a celebrar a paz em seus trabalhos. O sétimo dos oito filhos do jornalista Gil com a índia caiapó Maria é natural de Ilhabela, de onde se tornou embaixador cultural graças à perseverança. “Você não percebe que tenho uma expressão indígena?”, pergunta. Na infância, além de ter encantado diversos turistas com suas esculturas nas areias das praias do litoral norte paulista, fez questão de chocar outros tantos com seus cabelos compridos, calças floridas e chinelos de dedo. Ouviu muitos gritos de “veado”, embora fosse mulherengo. “Imagine o que as pessoas pensavam de mim há 40 anos. Mas não quero nem saber. Ainda hoje gosto de provocar esses babacas. Às vezes, saio do meu ateliê com a mesma roupa simples do dia a dia e coloco duas tranças ao contrário só para incomodar esses filhos da p...! Eles ficam me olhando como idiotas, em vez de prestarem atenção nas coisas da vida que valem a pena. Você tem que se vestir e ser do jeito que quiser!”, desabafa.
Para Jesus Cristo, de graça
Embora não seja devoto do santo nem siga qualquer religião, o artista estudou todas elas e facilmente se mostra um homem de bastante fé. Ele agradece a Deus pelo pão ingerido durante a tarde e abre a uma Bíblia de bolso – com o seu nome escrito na contracapa – para recitar, com os óculos na ponta do nariz, algumas das passagens que considera mais marcantes. Chega a mencionar o caso de um amigo curado de um câncer no cérebro “através da força de Jesus Cristo”. “O cara [Jesus] existe. Estou falando isso independentemente de credo, hein? Não é religião. O cara é muito forte. O cara e-xis-te.”
Não por acaso, a primeira escultura feita por Gilmar Pinna (então com 12 anos) foi um Jesus Cristo crucificado, nas areias de Ilhabela. Ele ganhou um prêmio por aquela obra de arte. “E vou confessar que, desde então, nunca cobrei para fazer projetos relacionados ao filho de Deus. Sinto uma conexão direta com o homem quando trabalho. Só recebo dinheiro por outros tipos de monumento”, afirma o artista, que está esculpindo atualmente uma enorme cabeça de Jesus, em evidência no centro do seu ateliê em Guarulhos – localizado bem ao lado de uma sub-sede da torcida organizada Gaviões da Fiel. Com uma escada, ele encoraja seus convidados a subirem em cima da face da obra para tatearem detalhes da coroa de espinhos, dos olhos, nariz e boca.
Uma imagem de Jesus também está presente em um dos trabalhos mais famosos de Gilmar. A exposição Retratos da Vida, que ficou aberta à visitação no Memorial da América Latina de São Paulo, em 2006, foi comprada pelo então prefeito Alberto Mourão para a construção da Praça da Paz, símbolo da cidade de Praia Grande a partir daquele ano. Além da figura de Cristo, cabeças de aproximadamente 10 metros de altura e 30 toneladas de Santa Maria, do Papa João Paulo II, de Madre Teresa de Calcutá, Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e até do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em 2003 em um atentado terrorista no Iraque, compõem a obra. “O Mourão viu o monumento no vernissage e disse que queria levar para Praia Grande. Fiz um grande negócio com um cara diferenciado na política brasileira, que se importa com cultura. Bem diferente do Cláudio Lembo, governador de São Paulo na época. Mandato tampão, não é? Ele me cumprimentou no Memorial e passou batido por tudo, pois tem uma cultura podre. É podre, e você pode escrever isso aí. Acredita que ele teve coragem de me oferecer R$ 1 por uma obra?”, esbraveja o escultor.
Convencer autoridades da importância de erguer monumentos em lugares públicos é uma missão tão difícil quanto esculpir, de acordo com Gilmar Pinna. “Parece que as pessoas, infelizmente, não ligam para obras de arte no Brasil. Ou não sabem que você gasta fortunas com material para trabalhar. O aço inox tem um preço próximo ao do ouro e vale mais do que a prata. Isso sem falar do tamanho das esculturas que faço. Quando você revela o valor, o cara vira para trás e desiste de comprar. O povo até gosta, mas, ao saber que um prefeito ou alguém pagou por aquilo, fica f...! Estou roendo o osso, fazendo a minha parte em benefício das futuras gerações de escultores”, analisa, triste com a falta de reconhecimento. “Isso acontece em todo o mundo. Pensam que não existe a profissão artista de monumento. E estamos falando de um trabalho árduo, que desgasta e é complicado de vender. Sou tão profissional quanto um médico, um engenheiro, um jornalista, um pedreiro ou um encanador.”
O Cavaleiro Fiel será uma das obras mais caras de Gilmar Pinna. O custo estimado para utilizar – e transportar com guindastes – 200 toneladas de aço inoxidável e outras 30 de eletrodos é de R$ 6 milhões. “Preciso ganhar alguma coisa também, claro, mas não estou priorizando o dinheiro”, ele avisa. Segundo o artista, o preço seria muito maior fora do Brasil. “Quando morava em Chicago, participei da criação de uma escultura de bronze do Michael Jordan, para o ginásio do Chicago Bulls, que custou US$ 11 milhões. Tinha 3 metros de altura. Preste atenção: 3 metros. A do Corinthians tem 30 metros. Quanto será que os estrangeiros cobrariam por ela? Dez vezes mais, não? Mas não chego a tanto porque tenho consciência de que vivo em outra realidade e por querer fazer algo grandioso pelo meu País”, justifica. Também nos Estados Unidos, ele recebeu cerca de R$ 300 mil – uma “mixaria”, disseram seus colegas – para fazer uma estátua para uma escola norte-americana.
Sem o Corinthians, em busca de patrocínio
Por conta própria, Gilmar começou a procurar patrocinadores para o seu Cavaleiro Fiel. Já se reuniu – sozinho – com representantes de uma instituição bancária e de uma companhia de telefonia celular. O Corinthians, como tem feito em outros projetos abraçados pelo departamento de marketing, incumbiu o parceiro de viabilizar toda a engenharia burocrática necessária. “O problema é que o Gilmar mostrar a obra é diferente de o Corinthians mostrar. Tenho credibilidade pelo meu trabalho, mas não sou o Corinthians. O Gilmar não é envolvido em nada do esporte. Fica mais difícil”, lamenta. O escultor cogita até seguir o exemplo do clube, que venderá os naming rights da arena da Copa do Mundo, e colocar o nome de uma empresa também em seu cavaleiro para lucrar. “Clamo pelo apoio de quem tem interesse na Copa do Mundo, no Corinthians e em alavancar a cultura no Brasil. Algumas pessoas estão achando que é estátua de São Jorge, mas se trata do Cavaleiro Fiel. Farei uma homenagem para todas as torcidas na escultura, abordando paz, harmonia, amor e camaradagem”, divulga.
Com ou sem patrocínio, Gilmar Pinna garante que o Cavaleiro Fiel sairá do papel. “É claro que sim. Vou fazer isso por mim. Nem que precise tirar alguma coisa do meu próprio bolso. Sei que, se a obra vingar, deixará de ser minha e virará dos caras. Quero que se f...! Não precisa nem ter o meu nome lá. A minha vontade é fazer o bagulho. Se vão ler ou não o meu nome em uma placa, tanto faz. Só quero passar a mensagem da minha arte. Se disserem que foi o Corinthians que fez e não eu, estará tudo bem também. O que vale é o desafio: a molecada e eu esculpindo, tirando uma onda, curtindo... Faturo o meu, e acabou!”, brada.
De fato, são os desafios que movem a vida de Gilmar Pinna. Em fevereiro deste ano, por exemplo, ele embarcou na jangada “Bolinha” ao lado do filho caçula Baepi Pinna (campeão sul-americano e vice-campeão mundial de vela na classe Laser 4.7, hoje morando na Austrália para estudar cinema) e dos pescadores João de Castro e Alex Damico em uma viagem de Santos ao Rio de Janeiro. A aventura marítima durou quase uma semana e foi realizada “em defesa da cultura brasileira”. “As jangadas, patrimônio cultural do Ceará, estão sendo vendidas aos montes para os europeus. Restam muito poucas delas. Meu filho, meus companheiros cearenses e eu quase morremos para chamar a atenção para isso”, fala o artista.
Os parceiros de Gilmar Pinna em outra empreitada, a construção do Cavaleiro Fiel, também são nordestinos. O escultor esteve em Estrela de Alagoas e decidiu dar oportunidade de emprego a um grupo de jovens (corintianos) da cidade de menos de 18.000 habitantes do agreste alagoano. Eles vieram para Guarulhos, aprenderam a esculpir e recebem alimentação, moradia e salários em troca do trabalho diário. Quando é entrevistado, o artista chefe faz questão de tirar fotos ao lado de seus pupilos. “Eles ficam felizes. São os meus braços aqui. É importante dar valor”, enaltece, sem dispensar brincadeiras com os aprendizes. Dilma, que prepara o café e mantém a oficina em ordem, atende pelo apelido de “Presidente” em homenagem à xará famosa. Para que ela sirva o lanche vespertino, um dos garotos é mandado à padaria com a tarefa de comprar salame italiano e mortadela. Volta com 1 kg de presunto. “E eu lá sei o que é salame e mortadela? O cara da padaria disse que também não sabe. Não tem essas coisas na minha terra”, explica, enquanto é repreendido pelo patrão.
dos seus ajudantes, que trouxe de Estrela de Alagoas Além do Cavaleiro Fiel, Gilmar Pinna está preparando, em parceria com o prefeito Antonio Colucci, um monumento em forma de velas e do mapa de Ilhabela para deixar na entrada do seu município natal. “São grandes obras para encerrar a minha carreira, principalmente a do Corinthians. Acredito muito neste trabalho. Estou com a minha trajetória consolidada, viajei o mundo todo esculpindo, mas ainda quero fazer algo marcante no meu País, para ficar na história. Por isso, estou clamando por patrocínio, material ou qualquer outro tipo de apoio”, repete.
Minutos depois de encerrar esta entrevista, Gilmar telefona para um possível fornecedor de aço inoxidável e mostra-se confiante: “Sabe aquele vídeo que te mandei? Cedi com exclusividade para a Gazeta Esportiva, que vai divulgar como Cavaleiro Fiel. Vamos matar a pau assim. Só não fale São Jorge, por favor. Tudo dará certo. Um abraço. Tchau, tchau”. Gilmar desliga e diz “Deus há de querer” para si mesmo. E – por que não? – São Jorge e os corintianos também. Assista como ficará a estátua:
Notícias Cristãs com informações do Gazeta Esportiva
Record proíbe música gospel em programa infantil
No ano passado, o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo, dono da TV Record, chamou os cantores gospel de "endemoniados". O programa será apresentado por Cássio Reis e estreia em agosto.
Notícias Cristãs com informações do Terra
YouVersion: aplicativo para ler a Bíblia atinge os 50 milhões de usuários
Pastor Bobby Gruenewald, líder em inovação na LifeChurch.tv,fala sobre o desenvolvimento do aplicativo da Bíblia YouVersion como Terry Storch,
líder da equipe digerati na LifeChurch.tv, durante uma transmissão ao
vivo por internet, na terça-feira, 16 de novembro de 2010. A fabricante da Bíblia YouVersion, exclusiva para celulares, alcançou uma marca importante nesta semana, ao atingir os 50 milhões de usuários.
O utilitário gratuito foi desenvolvido pela igreja online Lifechurch.tv, e está disponível para plataformas iOS, Android, Windows Phone, BlackBerry e Java.
O recurso chegou como uma Bíblia online em setembro de 2007 e foi introduzido aos dispositivos móveis em abril do ano seguinte.
A intenção da nova proposta era de ampliar o interesse de adeptos da tecnologia e fazer a manutenção da leitura da Palavra de Deus para novos formatos interativos, possibilitando lê-la em qualquer lugar.
“Eu acredito que este evento mundial de leitura da Bíblia mostra o quão longe estamos indo com o acesso e interação da Bíblia”, declarou o pastor Bobby Gruenewald, um dos idealizadores do YouVersion.
Em pouco tempo, o software conseguiu se popularizar, e números registrados no final do ano passado apontavam cerca de 11 bilhões de minutos de leitura, acumulado entre todos os usuários.
O mesmo período indicava 30 milhões de usuários, o que representa um acréscimo de 65% em usuários, de outubro de 2011 até agora.
Uma das razões para ter se disseminado em pouco tempo foi sua ligação com outros sistemas como email e as principais mídias sociais, Facebook e Twitter.
A versatilidade do app é outro fator positivo. São 190 modelos diferentes de leitura, além de obter 294 tipos de traduções, distribuídas por 144 línguas.
Na loja do iTunes, o YouVersion está listado entre os cinco apps com maior índice de downloads na categoria Referência, e é o primeiro lugar na categoria Bíblia.
Notícias Cristãs com informações do The Christhian Post
Globo volta a investir em festival gospel
O milhão de pessoas que a Globo esperava reunir no Aterro do Flamengo no ano passado para o Festival Promessas não foi alcançado, mas a emissora volta a apostar no filão gospel em dezembro próximo, agora tendo São Paulo como palco central e shows locais em Belo Horizonte, Recife e Brasília.
É assim que o título aparece novamente no calendário de especiais de fim de ano da casa, dessa vez valorizando talentos regionais em meio às grifes nacionais do gênero.
O filão atrai público e é uma chance de a Globo, vitrine semanal do Padre Marcelo Rossi, agradar à plateia evangélica. A direção do Festival Promessas é de Luiz Gleiser, o mesmo responsável pelo Som Brasil.
Notícias Cristãs com informações de O Estado de S.Paulo(Cristina Padiglione)
É assim que o título aparece novamente no calendário de especiais de fim de ano da casa, dessa vez valorizando talentos regionais em meio às grifes nacionais do gênero.
O filão atrai público e é uma chance de a Globo, vitrine semanal do Padre Marcelo Rossi, agradar à plateia evangélica. A direção do Festival Promessas é de Luiz Gleiser, o mesmo responsável pelo Som Brasil.
Notícias Cristãs com informações de O Estado de S.Paulo(Cristina Padiglione)
Prefeito de Muriaé manda construir estátua do Cristo Redentor com 32 metros para a mulher
A linda história de amor do príncipe Shah Jahan com a princesa Mumtaz Mahal vai se repetir bem longe da Índia, onde o apaixonado monarca ergueu o Taj Mahal como homenagem à falecida mulher. O cenário agora é Muriaé, município de 100 mil habitantes na Zona da Mata de Minas Gerais. Outra diferença é que a Mumtaz das alterosas está bem viva. É a mulher do prefeito da cidade, José Braz (PP), de 86 anos.
A primeira-dama da cidade, Lédia Braz, de 81 anos, vai ganhar uma estátua do Cristo Redentor de 32 metros de altura, seis a menos que o monumento original mundialmente conhecido, localizado no Rio de Janeiro. O prefeito vai gastar R$ 1 milhão na obra que, garante, está sendo tocada com recursos próprios. O Cristo Redentor de Muriaé consumirá 40 toneladas de cimento e uma tonelada de ferragens. O terreno onde a estátua vem sendo construída tem aproximadamente 40 mil metros quadrados, fica no Bairro Gávea, e pertence ao prefeito.
O monumento deverá ficar pronto em julho, quando restarão aproximadamente 90 dias para as eleições municipais de outubro. A legislação eleitoral proíbe a inauguração de obras três meses antes do pleito, portanto em 7 de julho. A regra, contudo, vale para projetos tocados com recursos públicos.
Prefeito em segundo mandato, José Braz, por não poder se candidatar novamente, apoiará o vice, Aloísio Aquino (PSDB). A oposição, com temor de um cabo eleitoral que ao final das obras pesará aproximadamente 80 toneladas, promete reação.
O vereador Carlos Wilson (PMDB), pré-candidato a prefeito de Muriaé, afirma que ao término da construção da estátua vai pedir ao prefeito prestação de contas dos gastos com o monumento. O parlamentar diz ainda que a imagem do Cristo, mesmo ainda em edificação, já foi utilizada em convites para o fórum municipal de cultura realizado na cidade há dois meses. “Será que a obra servirá também como mote de campanha?”, questiona o parlamentar. José Braz afirma não precisar da obra com a qual presenteará a mulher para eleger o sucessor. “Estamos muito bem em Muriaé. Podem falar o que for, mas o nosso candidato vai ganhar”, diz.
Mas que a obra tem grande potencial para atrair votos, não há dúvidas. Além do clamor sobretudo entre os católicos, segundo o próprio prefeito, no local serão construídas ainda duas capelas, um salão de festas e um estacionamento. Toda a estrutura, diz José Braz, poderá ser usada gratuitamente para, por exemplo, festas de casamento. À noite, promete o prefeito, refletores coloridos iluminarão a estátua. “Será ainda um grande ponto turístico de Muriaé”, diz.
José Braz afirma ter pensado em contratar o religioso e cantor padre Marcelo para a inauguração do Cristo. “Mas seria necessário uma data mais exata para o fim das obras, o que ainda não temos”, argumenta.
O prefeito diz que a mulher pediu a construção da estátua no primeiro mandato do marido. Alega, no entanto, que só no ano passado decidiu começar o projeto. “Fui a uma festa em Ouro Fino (Região Sul de Minas), onde conheci a estátua do Menino da Porteira. Gostei e perguntei quem tinha feito. Me disseram que era um pessoal do Ceará, que acabei contratando para construir o Cristo Redentor em Muriaé”.
José Braz é empresário do setor de revenda de veículos. O grupo com atuação nacional que controla é o primeiro no país em venda de veículos Volkswagen, e o segundo no mundo no comércio de carros da marca, atrás apenas de uma empresa na China. “Um milhão para a construir o Cristo é muito dinheiro, mas dá para gastar”, diz.
Moradores A comunidade evangélica de Muriaé não concorda com a construção do Cristo na cidade. Segundo Roberto José Ferreira, de 60 anos, o pastor da igreja que ele frequenta questiona a obra sempre que possível. “Não acreditamos em imagens e estátuas, só no Deus vivo”, diz. Pelo lado dos católicos, a doméstica Maria da Conceição de Jesus, de 53 anos, diz que o Cristo terá o poder de “reforçar a união da população da cidade com a Igreja”.
Uma dívida de R$ 40 mi
O Cristo gigantesco que está para ser inaugurado em breve em Muriaé não é o único monumento a causar polêmica no município da Zona da Mata. A Estátua do Trabalhador, que fica na Praça Carlos Drummond de Andrade, é alvo de uma pendenga judicial que se arrasta há 23 anos. A obra foi encomendada em 1983 pelo então prefeito Paulo Oliveira Carvalho ao seu genro, o artista plástico Sérgio Luiz de Souza Campos, mas foi instalada em praça pública sem sua autorização e sem que ele recebesse nenhum centavo pelo trabalho. O fato gerou uma dívida da prefeitura com o artista que já está na casa de R$ 40 milhões, valor da indenização mais os juros e multas, segundo decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Os recursos são suficientes para erguer dezenas de estátuas do Cristo Redentor que está sendo finalizado, avaliado em cerca de R$ 1 milhão.
Em 1988 a prefeitura pediu autorização à Câmara Municipal para elaborar um contrato garantindo o pagamento ao artista. Os vereadores rejeitaram, mas a estátua, que estava guardada na prefeitura, foi instalada assim mesmo na praça. No ano seguinte, já sob a administração do então prefeito Christiano Canedo, Sérgio Campos entrou com a ação na Justiça contra a prefeitura solicitando o pagamento da obra. Um perícia inicial calculou o preço em R$ 6 milhões. A prefeitura não questionou o valor estabelecido e ele acabou servindo de referência para o cálculo final da indenização. Vinte anos depois de muitas idas e vindas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a sentença do TJMG determinando o pagamento da indenização, mas a atual administração tenta reverter a sentença na Justiça. A indenização calculada em 2009 era de R$ 14 milhões, mais os juros e multas, o valor chegou a R$ 32 milhões. Hoje, segundo a prefeitura, já alçança quase R$ 40 milhões.
Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, Adellunar Marge, a prefeitura não tem condição de arcar com um custo desse montante. Marge disse que a administração tenta de toda maneira se livrar do pagamento, considerado astronômico. Segundo ele, o processo movido pelo artista correu à revelia durante vários anos. “Parece até que deixaram isso correr assim de má-fé para chegar a esse valor.” Ele disse que o material da estátua, que é feita de ferro revestido de bronze, foi comprado pela própria prefeitura e que o artista quando executou a obra tinha um cargo de confiança na administração municipal.
A reportagem não conseguiu falar com Sérgio Campos, que se mudou para o Rio de Janeiro, segundo informação de moradores da cidade, nem com o seu advogado José Olavo Tostes, que estava em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.
Notícias Cristãs com informações do Estado de Minas
A primeira-dama da cidade, Lédia Braz, de 81 anos, vai ganhar uma estátua do Cristo Redentor de 32 metros de altura, seis a menos que o monumento original mundialmente conhecido, localizado no Rio de Janeiro. O prefeito vai gastar R$ 1 milhão na obra que, garante, está sendo tocada com recursos próprios. O Cristo Redentor de Muriaé consumirá 40 toneladas de cimento e uma tonelada de ferragens. O terreno onde a estátua vem sendo construída tem aproximadamente 40 mil metros quadrados, fica no Bairro Gávea, e pertence ao prefeito.
O monumento deverá ficar pronto em julho, quando restarão aproximadamente 90 dias para as eleições municipais de outubro. A legislação eleitoral proíbe a inauguração de obras três meses antes do pleito, portanto em 7 de julho. A regra, contudo, vale para projetos tocados com recursos públicos.
Prefeito em segundo mandato, José Braz, por não poder se candidatar novamente, apoiará o vice, Aloísio Aquino (PSDB). A oposição, com temor de um cabo eleitoral que ao final das obras pesará aproximadamente 80 toneladas, promete reação.
O vereador Carlos Wilson (PMDB), pré-candidato a prefeito de Muriaé, afirma que ao término da construção da estátua vai pedir ao prefeito prestação de contas dos gastos com o monumento. O parlamentar diz ainda que a imagem do Cristo, mesmo ainda em edificação, já foi utilizada em convites para o fórum municipal de cultura realizado na cidade há dois meses. “Será que a obra servirá também como mote de campanha?”, questiona o parlamentar. José Braz afirma não precisar da obra com a qual presenteará a mulher para eleger o sucessor. “Estamos muito bem em Muriaé. Podem falar o que for, mas o nosso candidato vai ganhar”, diz.
Mas que a obra tem grande potencial para atrair votos, não há dúvidas. Além do clamor sobretudo entre os católicos, segundo o próprio prefeito, no local serão construídas ainda duas capelas, um salão de festas e um estacionamento. Toda a estrutura, diz José Braz, poderá ser usada gratuitamente para, por exemplo, festas de casamento. À noite, promete o prefeito, refletores coloridos iluminarão a estátua. “Será ainda um grande ponto turístico de Muriaé”, diz.
José Braz afirma ter pensado em contratar o religioso e cantor padre Marcelo para a inauguração do Cristo. “Mas seria necessário uma data mais exata para o fim das obras, o que ainda não temos”, argumenta.
O prefeito diz que a mulher pediu a construção da estátua no primeiro mandato do marido. Alega, no entanto, que só no ano passado decidiu começar o projeto. “Fui a uma festa em Ouro Fino (Região Sul de Minas), onde conheci a estátua do Menino da Porteira. Gostei e perguntei quem tinha feito. Me disseram que era um pessoal do Ceará, que acabei contratando para construir o Cristo Redentor em Muriaé”.
José Braz é empresário do setor de revenda de veículos. O grupo com atuação nacional que controla é o primeiro no país em venda de veículos Volkswagen, e o segundo no mundo no comércio de carros da marca, atrás apenas de uma empresa na China. “Um milhão para a construir o Cristo é muito dinheiro, mas dá para gastar”, diz.
Moradores A comunidade evangélica de Muriaé não concorda com a construção do Cristo na cidade. Segundo Roberto José Ferreira, de 60 anos, o pastor da igreja que ele frequenta questiona a obra sempre que possível. “Não acreditamos em imagens e estátuas, só no Deus vivo”, diz. Pelo lado dos católicos, a doméstica Maria da Conceição de Jesus, de 53 anos, diz que o Cristo terá o poder de “reforçar a união da população da cidade com a Igreja”.
Uma dívida de R$ 40 mi
O Cristo gigantesco que está para ser inaugurado em breve em Muriaé não é o único monumento a causar polêmica no município da Zona da Mata. A Estátua do Trabalhador, que fica na Praça Carlos Drummond de Andrade, é alvo de uma pendenga judicial que se arrasta há 23 anos. A obra foi encomendada em 1983 pelo então prefeito Paulo Oliveira Carvalho ao seu genro, o artista plástico Sérgio Luiz de Souza Campos, mas foi instalada em praça pública sem sua autorização e sem que ele recebesse nenhum centavo pelo trabalho. O fato gerou uma dívida da prefeitura com o artista que já está na casa de R$ 40 milhões, valor da indenização mais os juros e multas, segundo decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Os recursos são suficientes para erguer dezenas de estátuas do Cristo Redentor que está sendo finalizado, avaliado em cerca de R$ 1 milhão.
Em 1988 a prefeitura pediu autorização à Câmara Municipal para elaborar um contrato garantindo o pagamento ao artista. Os vereadores rejeitaram, mas a estátua, que estava guardada na prefeitura, foi instalada assim mesmo na praça. No ano seguinte, já sob a administração do então prefeito Christiano Canedo, Sérgio Campos entrou com a ação na Justiça contra a prefeitura solicitando o pagamento da obra. Um perícia inicial calculou o preço em R$ 6 milhões. A prefeitura não questionou o valor estabelecido e ele acabou servindo de referência para o cálculo final da indenização. Vinte anos depois de muitas idas e vindas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a sentença do TJMG determinando o pagamento da indenização, mas a atual administração tenta reverter a sentença na Justiça. A indenização calculada em 2009 era de R$ 14 milhões, mais os juros e multas, o valor chegou a R$ 32 milhões. Hoje, segundo a prefeitura, já alçança quase R$ 40 milhões.
Segundo o chefe de gabinete da prefeitura, Adellunar Marge, a prefeitura não tem condição de arcar com um custo desse montante. Marge disse que a administração tenta de toda maneira se livrar do pagamento, considerado astronômico. Segundo ele, o processo movido pelo artista correu à revelia durante vários anos. “Parece até que deixaram isso correr assim de má-fé para chegar a esse valor.” Ele disse que o material da estátua, que é feita de ferro revestido de bronze, foi comprado pela própria prefeitura e que o artista quando executou a obra tinha um cargo de confiança na administração municipal.
A reportagem não conseguiu falar com Sérgio Campos, que se mudou para o Rio de Janeiro, segundo informação de moradores da cidade, nem com o seu advogado José Olavo Tostes, que estava em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.
Notícias Cristãs com informações do Estado de Minas
Cruz de 100 metros de altura será “monumento para a evangelização”
Os criadores do monumento precisam arrecadar pelo menos US$ 5 milhões de dólares para a construção.
A Cruz de Branson poderá em breve ser um monumento tão conhecido e visitado quanto a Estátua da Liberdade, a Torre Eiffel ou o Cristo Redentor. Pelo menos é o que esperam os envolvidos nesse projeto arquitetônico idealizado pelo projeto interdenominacional Kingdom Legacy.
O projeto de construção da torre, com dois elevadores e um museu no décimo sétimo andar para contar a história do Evangelho de Cristo será a maior cruz do mundo, segundo seu idealizador. Ela deve ser colocada estrategicamente no alto de uma montanha na cidade de Branson, no Estado do Missouri. Cerca de oito milhões de visitantes passam por ano pela Rodovia 65 e o entroncamento com a estrada estadual 160, onde fica a montanha Bear, na saída de Branson.
Os membros do projeto Kingdom Legacy não divulgaram os custos da obra, mas afirmam que ela será construída e mantida exclusivamente através das doações de indivíduos e grupos cristãos ao redor do mundo.
Segundo eles, a visão dada por Deus para esta cruz começou cerca de 20 anos atrás quando o terreno onde será construída foi comprado por Dean Brown. Através da persistência e paciência com os trâmites burocráticos, Dean e seu filho Kerry já conseguiram as licenças e permissões para construção da cruz.
Em dezembro de 2011, a Fase 2 do projeto deu início a uma campanha de angariação de fundos querendo, no primeiro momento, levantar US$ 5 milhões de dólares para a construção.
O objetivo ainda não foi alcançado, mas os interessados podem obter mais informações no site www.bransoncross.org. Algumas igrejas e empresas da região já deram seu apoio e estão ajudando na divulgação do projeto da edificação que deverá ter mais de 30 andares e 100 metros de altura.
Dean Brown afirma que “estamos vivendo em uma época onde cada um deve decidir ser apenas um fã entusiasta de Cristo ou um seguidor comprometido que é obediente”. Por isso o nome do projeto é Kingdom Legacy [Legado do Reino].
Mais do que um monumento, o objetivo da construção é atrair turistas e levar o evangelho para os perdidos. Além de pedir orações e contribuições financeiras para a conclusão da Cruz de Branson, Kerry Brown disse: ”É verdadeiramente animador saber a qualidade das pessoas que se comprometeram a tomar a sua cruz e tornar esta visão uma realidade… Eu só quero que as pessoas tenham um encontro pessoal com o Senhor, seja ao olhar pra ela da estrada ou visitando-a. Que eles sejam atingidos por ela e Deus mostre ser real para todas essas pessoas…. a Escritura diz que quando nós buscamos a Deus com todo o nosso coração, iremos encontrá-lo”, finaliza Brown.
Notícias Cristãs com informações do Charisma News via Gospel Prime
A Cruz de Branson poderá em breve ser um monumento tão conhecido e visitado quanto a Estátua da Liberdade, a Torre Eiffel ou o Cristo Redentor. Pelo menos é o que esperam os envolvidos nesse projeto arquitetônico idealizado pelo projeto interdenominacional Kingdom Legacy.
O projeto de construção da torre, com dois elevadores e um museu no décimo sétimo andar para contar a história do Evangelho de Cristo será a maior cruz do mundo, segundo seu idealizador. Ela deve ser colocada estrategicamente no alto de uma montanha na cidade de Branson, no Estado do Missouri. Cerca de oito milhões de visitantes passam por ano pela Rodovia 65 e o entroncamento com a estrada estadual 160, onde fica a montanha Bear, na saída de Branson.
Os membros do projeto Kingdom Legacy não divulgaram os custos da obra, mas afirmam que ela será construída e mantida exclusivamente através das doações de indivíduos e grupos cristãos ao redor do mundo.
Segundo eles, a visão dada por Deus para esta cruz começou cerca de 20 anos atrás quando o terreno onde será construída foi comprado por Dean Brown. Através da persistência e paciência com os trâmites burocráticos, Dean e seu filho Kerry já conseguiram as licenças e permissões para construção da cruz.
Em dezembro de 2011, a Fase 2 do projeto deu início a uma campanha de angariação de fundos querendo, no primeiro momento, levantar US$ 5 milhões de dólares para a construção.
O objetivo ainda não foi alcançado, mas os interessados podem obter mais informações no site www.bransoncross.org. Algumas igrejas e empresas da região já deram seu apoio e estão ajudando na divulgação do projeto da edificação que deverá ter mais de 30 andares e 100 metros de altura.
Dean Brown afirma que “estamos vivendo em uma época onde cada um deve decidir ser apenas um fã entusiasta de Cristo ou um seguidor comprometido que é obediente”. Por isso o nome do projeto é Kingdom Legacy [Legado do Reino].
Mais do que um monumento, o objetivo da construção é atrair turistas e levar o evangelho para os perdidos. Além de pedir orações e contribuições financeiras para a conclusão da Cruz de Branson, Kerry Brown disse: ”É verdadeiramente animador saber a qualidade das pessoas que se comprometeram a tomar a sua cruz e tornar esta visão uma realidade… Eu só quero que as pessoas tenham um encontro pessoal com o Senhor, seja ao olhar pra ela da estrada ou visitando-a. Que eles sejam atingidos por ela e Deus mostre ser real para todas essas pessoas…. a Escritura diz que quando nós buscamos a Deus com todo o nosso coração, iremos encontrá-lo”, finaliza Brown.
Notícias Cristãs com informações do Charisma News via Gospel Prime
Por se converter ao cristianismo homem perde a guarda dos filhos
Beniam vive em uma região africana de maioria muçulmana e não vê seus filhos há meses.
Em um país africano um casal se converteu ao cristianismo e perdeu a guarda dos filhos, pois o avô, ao perceber que as crianças estavam sendo ensinadas sobre a Bíblia, resolveu tirá-los do convívio com os pais. “Quando você morrer”, disse o pai muçulmano para o filho cristão, “eu não vou ao seu funeral. Pra mim você já está morto e não é mais meu filho”.
Beniam vive em uma região de maioria muçulmana no Chifre da África e um belo dia seu pai chegou justamente na hora que um de seus filhos estava estudando a Bíblia. “Meu pai viu meu filho ler minha Bíblia e perguntou pra ele o que era. Meu filho lhe respondeu dizendo que era a Bíblia e ele ficou muito nervoso”, conta.
Desde então Beniam não vê seus filhos, pois o seu pai enfurecido levou as crianças dizendo que não deseja que seus netos sejam criados por infiéis. “Eu sei qual é a verdade e uma vez que conhece a verdade, não pode mais voltar atrás. Eu e minha esposa temos decidido seguir o caminho de Jesus e nossos filhos vão voltar”, disse ele.
Mesmo sofrendo sem poder ter contato com os filhos, Beniam segue evangelizando seus conhecidos. “Apesar de ele ter levado meus filhos, e ainda dizendo que estou morto para ele, não vou deixar de falar da salvação de Jesus. Continuo repartindo a Bíblia para aqueles que querem conhecer a verdade”.
Muitos estão aceitando a pregação de Benian que agora tem reunido um grupo de pessoas em sua casa para ensinar as Sagradas Escrituras uma vez por semana. “Sempre que temos uma pergunta abrimos a Bíblia e encontramos a resposta”, disse o homem que está com muitas saudades de seus filhos e ora para que seus pais encontrem a Cristo.
Notícias Cristãs com informações do Acontecer Cristiano via Gospel Prime
Em um país africano um casal se converteu ao cristianismo e perdeu a guarda dos filhos, pois o avô, ao perceber que as crianças estavam sendo ensinadas sobre a Bíblia, resolveu tirá-los do convívio com os pais. “Quando você morrer”, disse o pai muçulmano para o filho cristão, “eu não vou ao seu funeral. Pra mim você já está morto e não é mais meu filho”.
Beniam vive em uma região de maioria muçulmana no Chifre da África e um belo dia seu pai chegou justamente na hora que um de seus filhos estava estudando a Bíblia. “Meu pai viu meu filho ler minha Bíblia e perguntou pra ele o que era. Meu filho lhe respondeu dizendo que era a Bíblia e ele ficou muito nervoso”, conta.
Desde então Beniam não vê seus filhos, pois o seu pai enfurecido levou as crianças dizendo que não deseja que seus netos sejam criados por infiéis. “Eu sei qual é a verdade e uma vez que conhece a verdade, não pode mais voltar atrás. Eu e minha esposa temos decidido seguir o caminho de Jesus e nossos filhos vão voltar”, disse ele.
Mesmo sofrendo sem poder ter contato com os filhos, Beniam segue evangelizando seus conhecidos. “Apesar de ele ter levado meus filhos, e ainda dizendo que estou morto para ele, não vou deixar de falar da salvação de Jesus. Continuo repartindo a Bíblia para aqueles que querem conhecer a verdade”.
Muitos estão aceitando a pregação de Benian que agora tem reunido um grupo de pessoas em sua casa para ensinar as Sagradas Escrituras uma vez por semana. “Sempre que temos uma pergunta abrimos a Bíblia e encontramos a resposta”, disse o homem que está com muitas saudades de seus filhos e ora para que seus pais encontrem a Cristo.
Notícias Cristãs com informações do Acontecer Cristiano via Gospel Prime
‘Precisamos de um avivamento e não de histeria coletiva’, diz Rev. Hernandes no 39° Encontro da Sepal
Diversos líderes participam do 39° Encontro da Sepal (Servindo Pastores e Líderes) 2012 que está acontecendo entre os dias 7 a 11 de maio, em Águas de Lindóia, SP, com o objetivo de fortalecer a liderança da igreja brasileira.
Entre os preletores incluem líderes cristãos de renome como Bill Hybels, pastor da megaigreja americana, Willow Creek, o pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes, o tradutor da SBB e pastor Vilson Scholz, o professor e pastor Luiz Sayão, o missionário da Sepal e Diretor de Lausanne para a América Latina, Marcos Amado, entre outros.
Nesta quarta-feira, o evento contou com a palestra do rev. Hernandes Dias Lopes que abordou no tema "O Derramamento do Espírito", o crescimento da igreja evangélica no Brasil, o avivamento, entre outros assuntos.
Tendo em vista que o Brasil tem um dos maiores e mais rápidos crescimentos de evangélicos do mundo, Hernandes questionou se realmente está havendo esse crescimento.
O líder coloca em prova não o número de evangélicos auto-declarados em si, mas sim, de se eles, os que estão crescendo, são realmente verdadeiros cristãos evangélicos.
“Eu tenho dúvida se são os evangélicos que estão crescendo”.
Segundo dados da pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no “Novo Mapa das Religiões”, a população evangélica cresceu em 13,13% entre 2003 e 2009, representando 20,23% da população em 2009.
A projeção da população evangélica para o ano de 2011 é de 57,4 milhões, segundo a SEPAL e há ainda previsão de que em 2020 a população evangélica represente mais de 50% da população brasileira.
Dados do IBGE sobre o censo demográfico previstos para serem divulgados este ano devem confirmar as previsões do número de evangélicos no Brasil.
Dentro desse contexto, onde há um crescimento duvidoso de “evangélicos”, Hernandes aponta algumas falhas na igreja evangélica brasileira como a pregação de um Evangelho “híbrido”, “sincrético”, ou seja, “um outro Evangelho”.
Ele afirma que a igreja brasileira precisa de um avivamento, falando sobre a existência de um “emocionalismo histérico” nas igrejas, no lugar de avivamento.
“Precisamos de um avivamento e não de histeria coletiva. Tem muita histeria coletiva hoje em nome do avivamento. O avivamento não é um emocionalismo histérico, o avivamento é de Deus...”, disse ele.
Notícias Cristãs com informações da Christian Post
Entre os preletores incluem líderes cristãos de renome como Bill Hybels, pastor da megaigreja americana, Willow Creek, o pastor presbiteriano Hernandes Dias Lopes, o tradutor da SBB e pastor Vilson Scholz, o professor e pastor Luiz Sayão, o missionário da Sepal e Diretor de Lausanne para a América Latina, Marcos Amado, entre outros.
Nesta quarta-feira, o evento contou com a palestra do rev. Hernandes Dias Lopes que abordou no tema "O Derramamento do Espírito", o crescimento da igreja evangélica no Brasil, o avivamento, entre outros assuntos.
Tendo em vista que o Brasil tem um dos maiores e mais rápidos crescimentos de evangélicos do mundo, Hernandes questionou se realmente está havendo esse crescimento.
O líder coloca em prova não o número de evangélicos auto-declarados em si, mas sim, de se eles, os que estão crescendo, são realmente verdadeiros cristãos evangélicos.
“Eu tenho dúvida se são os evangélicos que estão crescendo”.
Segundo dados da pesquisa divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no “Novo Mapa das Religiões”, a população evangélica cresceu em 13,13% entre 2003 e 2009, representando 20,23% da população em 2009.
A projeção da população evangélica para o ano de 2011 é de 57,4 milhões, segundo a SEPAL e há ainda previsão de que em 2020 a população evangélica represente mais de 50% da população brasileira.
Dados do IBGE sobre o censo demográfico previstos para serem divulgados este ano devem confirmar as previsões do número de evangélicos no Brasil.
Dentro desse contexto, onde há um crescimento duvidoso de “evangélicos”, Hernandes aponta algumas falhas na igreja evangélica brasileira como a pregação de um Evangelho “híbrido”, “sincrético”, ou seja, “um outro Evangelho”.
Ele afirma que a igreja brasileira precisa de um avivamento, falando sobre a existência de um “emocionalismo histérico” nas igrejas, no lugar de avivamento.
“Precisamos de um avivamento e não de histeria coletiva. Tem muita histeria coletiva hoje em nome do avivamento. O avivamento não é um emocionalismo histérico, o avivamento é de Deus...”, disse ele.
Notícias Cristãs com informações da Christian Post
Marcha para Jesus do Rio de Janeiro acontece no dia 19 de maio
Mais de 200 mil pessoas seguirão da Central do Brasil com destino a Praça Cinelândia.
Faltam poucos dias para a Marcha para Jesus 2012 do Rio de Janeiro. O evento deve reunir 200 mil pessoas no mínimo, número alcançado na última edição.
A marcha vai começar às 14h saindo da Central do Brasil. Sete trios elétricos vão guiar os participantes até a Praça da Cinelândia onde vai acontecer a concentração.
Um grande palco será montado e ali acontecerá ministrações de pastores conhecidos do Rio e também a participação de diversos cantores evangélicos.
Entre os convidados para ministrar estão os pastores Silas Malafaia, Abner Ferreira, Marco Antônio e Marcus Gregório. Já os cantores confirmados são: Thalles Roberto, Jotta A., Ministério Apascentar, Comunidade Evangélica da Zona Sul, PG, Régis Danese, Quatro por Um, Jozyanne, Eyshila, Léa Mendonça e outros.
A Marcha para Jesus do Rio de Janeiro é organizada e dirigida pelo Conselho de Ministros Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (COMERJ) e essa edição deve entrar para história por levar uma mensagem em favor da vida e da família.
Notícias Cristãs com informações do Gospel Prime
Faltam poucos dias para a Marcha para Jesus 2012 do Rio de Janeiro. O evento deve reunir 200 mil pessoas no mínimo, número alcançado na última edição.
A marcha vai começar às 14h saindo da Central do Brasil. Sete trios elétricos vão guiar os participantes até a Praça da Cinelândia onde vai acontecer a concentração.
Um grande palco será montado e ali acontecerá ministrações de pastores conhecidos do Rio e também a participação de diversos cantores evangélicos.
Entre os convidados para ministrar estão os pastores Silas Malafaia, Abner Ferreira, Marco Antônio e Marcus Gregório. Já os cantores confirmados são: Thalles Roberto, Jotta A., Ministério Apascentar, Comunidade Evangélica da Zona Sul, PG, Régis Danese, Quatro por Um, Jozyanne, Eyshila, Léa Mendonça e outros.
A Marcha para Jesus do Rio de Janeiro é organizada e dirigida pelo Conselho de Ministros Evangélicos do Estado do Rio de Janeiro (COMERJ) e essa edição deve entrar para história por levar uma mensagem em favor da vida e da família.
Notícias Cristãs com informações do Gospel Prime
Sites comercializam brinquedos eróticos para casais religiosos
Sites comercializam brinquedos eróticos para casais católicos, protestantes, judeus e muçulmanos.
Mas nem tudo é permitido: só é vendido aquilo que não fere os preceitos das religiões.
Sexo e religião combinam? Na opinião de alguns empresários do mundo virtual, a resposta é um sonoro “sim”.
A mistura de desejos carnais com a devoção a uma doutrina religiosa tem se mostrado lucrativa para os donos de sex shops religiosos. O que à primeira vista parece ser um contrassenso, na verdade, se trata do mais novo filão explorado pelo mercado erótico.
Sites que comercializam produtos sensuais (e sexuais) especialmente para casais cristãos, judeus ou muçulmanos estão fazendo sucesso na web.
A diferença de um sex shop religioso para um convencional reside na discrição. Na versão mais puritana desse tipo de comércio, pornografia, textos de baixo calão e embalagens com imagens ofensivas (leia-se: com nudez ou representações do ato sexual) estão proibidos, independentemente da orientação religiosa.
Em vez de apelar para a linguagem sexy, os produtos são exibidos em seções cuidadosamente batizadas de Good Vibrations (boas vibrações), Intimacy Aids (aliados da intimidade) ou Enrichment Products (produtos enriquecedores). Apesar do tom suave, no entanto, o inventário desses sites lembra muito o de um sex shop pagão. Vibradores, géis lubrificantes e lingeries não faltam. Só não estão presentes alguns itens que poderiam atentar contra as leis de moral de cada religião.
Um dos primeiros sex shops voltados ao público cristão, o Covenant Spice (tempero combinado, em tradução livre), vende centenas de produtos eróticos por mês. Fundada por um casal católico dos Estados Unidos, a loja tem como objetivo “oferecer acessórios sensuais divertidos e de alta qualidade que permitam a casais cristãos expressarem todo o amor e comprometimento que compartilham”, segundo o texto publicado no site.
Desde o seu surgimento no mundo virtual, contudo, outras iniciativas similares começaram a ganhar popularidade. É o caso dos sex shops Hookin’ Up Holy (namorando de forma sagrada) e Intimacy of Eden (intimidade do éden), também cristãos, da loja voltada ao público judeu Kosher Sex Toys (brinquedos sexuais kosher) e do empreendimento direcionado a seguidores do islamismo intitulado El Asira (a sociedade, em árabe). Em comum, todos têm como público-alvo discípulos heterossexuais e oficialmente casados.
Sites como Kosher Sex Toys (judeu), Hookin’Up Holy e Covenant Spice (cristãos) e El Asira (islâmico)
oferecem acessórios para incrementar as relações sexuais Para o sheik Jihad Hassan Hammadeh, presidente do conselho de ética da União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil, sites como o El Asira podem trazer benefícios a casais que professam o islamismo, desde que não haja incentivo à promiscuidade ou à imoralidade. “É natural que homens e mulheres busquem uma vida sexual saudável e isso é imprescindível para um bom matrimônio”, diz Hammadeh.
O sheik explica que, dentro da religião islâmica, o sexo não é um tabu, pois a educação sexual faz parte da formação de meninos e meninas. “Segundo o Alcorão, o sexo só deve ser realizado dentro do casamento, mas ele não tem como objetivo apenas a reprodução. O prazer, tanto do homem quanto da mulher, é muito importante.”
Na opinião do rabino Ruben Sternschein, da Congregação Israelita Paulista, são positivas todas as iniciativas que busquem fortalecer os vínculos entre as pessoas em geral. “Agora, se brinquedos de sex shop fortalecem a união entre um homem e uma mulher que se amam, vai depender de cada casal”, afirma Sternschein, que explica que a tradição judaica não entra em detalhes sobre a intimidade sexual dos casais. “Usar ou não contraceptivos ou optar ou não por determinadas práticas sexuais depende de cada linha do judaísmo.”
Já na visão do padre Márcio Fabri dos Anjos, doutor em teologia moral pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália), a boa relação entre duas pessoas dentro da instituição do casamento está mais relacionada ao respeito mútuo do que ao uso de objetos. “Me parece que esses sites têm como objetivo oferecer um produto de consumo, que não é o caminho para uma boa relação sexual”, diz Anjos.
Notícias Cristãs com informações da IstoÉ
Mas nem tudo é permitido: só é vendido aquilo que não fere os preceitos das religiões.
Sexo e religião combinam? Na opinião de alguns empresários do mundo virtual, a resposta é um sonoro “sim”.
A mistura de desejos carnais com a devoção a uma doutrina religiosa tem se mostrado lucrativa para os donos de sex shops religiosos. O que à primeira vista parece ser um contrassenso, na verdade, se trata do mais novo filão explorado pelo mercado erótico.
Sites que comercializam produtos sensuais (e sexuais) especialmente para casais cristãos, judeus ou muçulmanos estão fazendo sucesso na web.
A diferença de um sex shop religioso para um convencional reside na discrição. Na versão mais puritana desse tipo de comércio, pornografia, textos de baixo calão e embalagens com imagens ofensivas (leia-se: com nudez ou representações do ato sexual) estão proibidos, independentemente da orientação religiosa.
Em vez de apelar para a linguagem sexy, os produtos são exibidos em seções cuidadosamente batizadas de Good Vibrations (boas vibrações), Intimacy Aids (aliados da intimidade) ou Enrichment Products (produtos enriquecedores). Apesar do tom suave, no entanto, o inventário desses sites lembra muito o de um sex shop pagão. Vibradores, géis lubrificantes e lingeries não faltam. Só não estão presentes alguns itens que poderiam atentar contra as leis de moral de cada religião.
Um dos primeiros sex shops voltados ao público cristão, o Covenant Spice (tempero combinado, em tradução livre), vende centenas de produtos eróticos por mês. Fundada por um casal católico dos Estados Unidos, a loja tem como objetivo “oferecer acessórios sensuais divertidos e de alta qualidade que permitam a casais cristãos expressarem todo o amor e comprometimento que compartilham”, segundo o texto publicado no site.
Desde o seu surgimento no mundo virtual, contudo, outras iniciativas similares começaram a ganhar popularidade. É o caso dos sex shops Hookin’ Up Holy (namorando de forma sagrada) e Intimacy of Eden (intimidade do éden), também cristãos, da loja voltada ao público judeu Kosher Sex Toys (brinquedos sexuais kosher) e do empreendimento direcionado a seguidores do islamismo intitulado El Asira (a sociedade, em árabe). Em comum, todos têm como público-alvo discípulos heterossexuais e oficialmente casados.
Sites como Kosher Sex Toys (judeu), Hookin’Up Holy e Covenant Spice (cristãos) e El Asira (islâmico)oferecem acessórios para incrementar as relações sexuais Para o sheik Jihad Hassan Hammadeh, presidente do conselho de ética da União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil, sites como o El Asira podem trazer benefícios a casais que professam o islamismo, desde que não haja incentivo à promiscuidade ou à imoralidade. “É natural que homens e mulheres busquem uma vida sexual saudável e isso é imprescindível para um bom matrimônio”, diz Hammadeh.
O sheik explica que, dentro da religião islâmica, o sexo não é um tabu, pois a educação sexual faz parte da formação de meninos e meninas. “Segundo o Alcorão, o sexo só deve ser realizado dentro do casamento, mas ele não tem como objetivo apenas a reprodução. O prazer, tanto do homem quanto da mulher, é muito importante.”
Na opinião do rabino Ruben Sternschein, da Congregação Israelita Paulista, são positivas todas as iniciativas que busquem fortalecer os vínculos entre as pessoas em geral. “Agora, se brinquedos de sex shop fortalecem a união entre um homem e uma mulher que se amam, vai depender de cada casal”, afirma Sternschein, que explica que a tradição judaica não entra em detalhes sobre a intimidade sexual dos casais. “Usar ou não contraceptivos ou optar ou não por determinadas práticas sexuais depende de cada linha do judaísmo.”
Já na visão do padre Márcio Fabri dos Anjos, doutor em teologia moral pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália), a boa relação entre duas pessoas dentro da instituição do casamento está mais relacionada ao respeito mútuo do que ao uso de objetos. “Me parece que esses sites têm como objetivo oferecer um produto de consumo, que não é o caminho para uma boa relação sexual”, diz Anjos.
Notícias Cristãs com informações da IstoÉ
























