No Quebeque, militantes laicos lutam contra sinais religiosos nos serviços públicos
Militantes quebequeses do Movimento laico quebequês (MLQ), rejeitam a presença de sinais religiosos nos serviços públicos. Consideram urgentes que o governo da Quebeque se dote de uma Carta da laicidade que estabelece a neutralidade do Estado quebequês. Esta Carta obrigaria protestantes, católicos, muçulmanos ou judeus a agir como cidadãos comuns em espaço público.
O fiel deveria então renunciar ao porto de qualquer sinal religioso.
Assim são proibidos os véus das mulheres muçulmanas, da mesma maneira que crucifixo dos cristãos ou a calota que os judeus levam sobre a cabeça.
Para estes militantes da laicidade, a questão da religião está a deitar óleo no fogo do racismo.
A religião, consideram, é uma crença pessoal a viver em privado.
A presidente do MLQ questionou aquando o depósito do relatório na Comissão Bouchard-Taylor, para uma sociedade laica e aberta, o governo e os partidos da oposição opoem-se à recomendação de retirar o crucifixo da Assembleia nacional.
No entanto este gesto simbólico teria exprimido uma vontade de compromisso firme em prol do princípio da neutralidade do Estado e teria sido um exemplo para a sociedade, considera Marie-Michelle Peixe.
Perante esta recomendação de retirar crucifixo da Assembleia nacional, o Primeiro ministro Jean Charest argumentou que o crucifixo tinha um forte valor simbólico e que era necessário vê-lo numa perspectiva histórica. Para o Primeiro ministro quebequês, o crucifixo é um símbolo de cerca de 400 anos de história desta província canadiana que não pode ser apagada.
De passagem à Richelieu, em Montérégie, o Primeiro ministro Charest repetiu que a Quebeque era uma sociedade de abertura e repetiu que não via a utilidade actualmente de uma Carta da laicidade.

- Manu's blog
- Clique Iniciar Sessão ou registar-se para ser intercessor e comentar este assunto
- 672 leituras







